Um Pouco de História: O patrimônio histórico de Magé

Genesis Torres resgata a memória da cidade que já se chamou Magepe e era passagem do caminho do ouro das Minas Gerais

Por O Dia

Rio - A história de Magé começa em 1.565 quando sesmeiro Simão da Motta doa uma fração de suas terras em um outeiro às margens da Baía de Guanabara para construção de uma capela em louvor a Nossa Senhora da Piedade de Magepe. No ano seguinte, Cristóvão de Barros recebe uma grande sesmaria e ergue o primeiro engenho de cana a funcionar na Baixada. Deste longínquo tempo nada restou. Durante o século 17, não temos informações sobre bens edificados nos territórios mageenses. No entanto, foi no século 18, com a descida do ouro das Minas Gerais pelo Caminho de Inhomirim, que o território de Magé recebe uma grande quantidade de construções religiosas e infraestrutura portuária no Rio Estrela.

Diante do progresso foi transformada em vila, em 9 de junho de 1789. No dia 12 de junho foi instalada a Câmara. No mesmo ato simplificou o nome de Magepe para Magé. Em 2 de outubro de 1857 pela Lei Provincial 965 a Vila de Magé recebe o título de Cidade de Magé.

A casa das três portas ficava na extinta Vila da EstrelaDivulgação

No século 18 são construídas as Igrejas de N. S. da Guia de Pacobaiba, N. S. dos Remédios, São Francisco do Croará, em Mauá. São Nicolau do Suruí em Suruí. N. S. da Piedade de Magé, N.S. da Ajuda de Guapimirim em Magé, sobreviveram preservadas pela comunidade religiosa local. Todas possuem Processos de Tombamento pelo INEPAC. A Igreja de N.S. da Piedade de Inhomirim (local de batismo do Duque de Caxias) está em ruínas e não há processo de tombamento.

Quanto às construções civis e religiosas da Vila da Estrela, hoje distrito de Magé, destacamos a Casa das Três Portas, o Cais do Porto e a Igreja de N.S. da Estrela. Há um processo de tombamento provisório de 3 maio de 2005. Do caminho de Inhomirim desde a serra até o porto restaram alguns trechos, sem conservação.

A Estação da Guia de Pacobaíba de 1854 (marco inicial da ferrovia no Brasil) é uma vergonha, faz tempo que a comunidade local e a Associação de Preservação Ferroviária buscam soluções sem sucesso.
A fazenda da Cordoaria, em Fragoso, transformada em propriedade do Exército desde o século 19, está em ruínas e não há tombamento. A Fazenda Mandioca em Inhomirim pertenceu ao Barão de Langsdorf, não há tombamento e restaram apenas as fundações.

O Porto da Piedade foi descaracterizado com todo o seu conjunto de casario em volta. Magé possui ainda hoje o maior acervo edificado e com processos de tombamento, porém, os governos da municipalidade não têm política de preservação e não valorizam o patrimônio, perdendo a oportunidade gerada pelo turismo.

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