Música para combater preconceito

Happy Hours de karaokês em Duque de Caxias e Nova Iguaçu são points das tribos LGBTs

Por O Dia

Em meio à polêmicas sobre homossexualidade surgiu a vontade de criar um ambiente onde diferentes tribos pudessem se divertir. Foi assim que nasceu o Santokê, um karaokê onde o preconceito é o único convidado indesejado.

A ideia de um karaokê alternativo veio de dois amigos, Bruno Silva e Gabriel Gazzaneo, que em julho do ano passado decidiram promover um happy hour às quartas- feiras. O evento acontecia somente nos bairros 25 de Agosto e Jardim Primavera, ambos em Duque de Caxias, onde permanecem até hoje, e depois foi para Nova Iguaçu.

Público encontra um ambiente onde a diversão é garantida e o preconceito não entra Divulgação

“No Santokê a gente se sente em casa, de tão à vontade. Beija quem quiser e ninguém te olha estranho”, conta a web designer Susane Bonifácio, que é frequentadora assídua. Assim como ela, o amigo Danilo declara: “A sensação é de liberdade para ser quem você realmente é... sem ter que lidar com preconceito”.

Quem vê a popularidade do Santokê não imagina que foi preciso vencer muitas barreiras para oferecer segurança e conforto. Bruno conta que já enfrentou situações constrangedoras.

“A gente reparava que até os donos de alguns bares nos olhavam diferente. Hoje, nós escolhemos com cuidado o local que levaremos o Santokê. Onde a liberdade do público homossexual não incomoda. Nosso princípio básico é que todos têm direitos iguais. Prezamos pela liberdade de expressão”, explica Bruno.
Mas engana-se quem pensa que trata-se de uma programação específica para o público gay. “É o tipo de diversão saudável para qualquer pessoa”, avisa Gabriel.

Diversão para todas as 'tribos' no SantokêDivulgação

Na Baixada Fluminense ainda são poucos lugares que atendem a população gay. “A homofobia é um assunto que precisa ser discutido, visto que ainda é motivo de violência”, disse Danilo. 

Enquanto a caminhada por igualdade prossegue lentamente, a diversidade e alegria são festejadas ao som de divas pops, no Santokê.


Matéria de Laila Ferreira

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