Turistas aprovam novos quiosques na Praia do Forte, em Cabo Frio

Donos dos estabelecimentos reclamam de baixo movimento

Por O Dia

Rio - Quem passa pela Praia do Forte, cartão-postal de Cabo Frio, na Região dos Lagos, dificilmente vai lembrar como era a orla há alguns anos. Os antigos quiosques e “puxadinhos” que ficavam desde 2004 sobre a areia fina e a vegetação de restinga foram removidos. A 300 metros das dunas, de frente para o mar, surgiram 15 quiosques/restaurantes. Mais modernos que os da Praia de Copacabana, no Rio, os estabelecimentos são um atrativo a mais para turistas e moradores.

O projeto de revitalização da orla, que inclui ainda pista de skate e área de recreação infantil, foi pensado para comemorar os 400 anos que a cidade completa no dia 13 de novembro. A prefeitura gastou R$ 12 milhões. Parte deste dinheiro veio dos royalties do petróleo, que agora minguam nos cofres dos municípios fluminenses. O prefeito Alair Corrêa (PP) está orgulhoso do resultado.“Fazer os quiosques de qualquer maneira seria injusto com a sociedade. Então, atendemos o Iphan, os quiosqueiros e a sociedade, construindo a orla mais bonita do Brasil”, diz ele, morador do bairro.

Reurbanização da orla custou R%24 12 milhões%2C parte veio dos royalties do petróleoDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Frequentadoras do quiosque Minas Rio, as professoras Márcia Barros, de 50 anos, e Fátima Palmares, 34, elogiaram a iniciativa. “Não tínhamos uma opção boa de lazer à noite, principalmente com uma vista dessa, de frente para a praia mais bonita de Cabo Frio e uma das mais belas do mundo”, disse Márcia, que saiu do Rio e foi morar na cidade há oito anos, por medo da violência.

Mas o resultado não agradou 100% os quiosqueiros. Gerente do Quiosque da Carmem, Luiz Oliveira reclama do movimento. “Como aqui é um pouco longe da areia, começa a encher só a partir das 20h. Ganhamos em infraestrutura e segurança, mas perdemos 50% no faturamento. Antes eram umas 20 mesas na areia e mais 60 no calçadão. Agora só temos 50. Nossa equipe reduziu de 12 para nove empregados”, lamentou. A alternativa é fornecer alimentos e bebidas para as barracas venderem na praia.

O resultado agradou às moradoras Márcia e Fátima. Quiosqueiros dizem que vendas caíramDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

?Mistura de ritmos atrai o público

Outro atrativo é a música ao vivo. Vários quiosques colocam bandas dos mais variados estilos musicais. “Essa é uma novidade que chama as pessoas. Apesar de ser um quiosque ao lado do outro e músicas diferentes, ninguém reclama da ‘poluição sonora’. Todo mundo convive na boa”, explicou Luiz Oliveira, gerente do Quiosque da Carmen.

Músico do grupo Assim é Demais, Almir do Banjo destaca a oportunidade. “Agora temos mais um local para nos apresentar. Toco aqui todas as quartas, sábados e domingos. Melhorou para todos que têm bandas”, disse ele, que toca cavaquinho.

Para os quiosqueiros, no próximo verão, o lucro será maior. “Agora queremos ganhar uma cobertura de acrílico para não tirar a beleza da praia e ficar igual a um restarante”, contou o presidente da Associação dos Quiosques, Launi Peixoto.

?A redação-móvel do DIA circula pelo estado em um Fiorino da Fiat

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