Paulo Sardinha: Além da disputa por medalhas

Os Jogos sobreviveram a duas grandes guerras, à Guerra Fria, ao terrorismo e continuam sendo o maior empreendimento de congraçamento das nações

Por O Dia

Rio - A poucos meses dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, aumenta a expectativa sobre como será o desempenho da delegação brasileira. Entretanto, por mais que seja emocionante e prazeroso torcer e vibrar com a conquista de um atleta nacional, é importante que se possa ver além da simples disputa por medalhas e se tenha a capacidade de absorver os valores e os ensinamentos que são os pilares do evento.

Desde a sua primeira edição, em 1896, em Atenas, na Grécia, as Olimpíadas sempre foram fonte de inspiração para a humanidade. Histórias fantásticas, não apenas de atletas e times na autossuperação de suas marcas, mas também na própria capacidade de organização social nos cenários mais conflitantes.

Os Jogos sobreviveram a duas grandes guerras, à Guerra Fria, ao terrorismo e continuam sendo o maior empreendimento de congraçamento das nações.

Inclusive gestores podem buscar paralelos nos Jogos de situações que também estão presentes nas organizações, pois, conforme será abordado no congresso estadual de RH, nas competições também acontecem sucessos, fracassos, emoções, crescimentos, adversidades, dedicação, persistência, superações e aprendizados.

Há também o exemplo de que o talento por si só não é suficiente para o sucesso de um atleta. Há por trás de cada campeão olímpico um planejamento traçado detalhadamente. A diversidade sempre celebrada nos Jogos é outra lição que pode ficar para a sociedade, principalmente nos dias de hoje, em que as discussões políticas, ainda mais aquelas realizadas nas redes sociais, vêm sendo marcadas pela intolerância em se aceitar opiniões divergentes.

É claro que é desejo de todos os brasileiros que o país faça um bom papel tanto na organização das Olimpíadas e Paralimpíadas quanto no desempenho nas competições. Será muito bom ver atletas nacionais entre os melhores do mundo.

Mas também aproveitemos a oportunidade de fazer com que o espírito olímpico deixe um legado em nossa cultura. Para os gestores de RH, conseguir enxergar os paralelos e trabalhar esse conteúdo dentro de suas organizações é uma tarefa que trará frutos para quem se dedica à gestão de pessoas.

Paulo Sardinha é presidente da Associação Brasileira de RH

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