Uerj entra na Justiça para pedir o fim da greve de servidores

Nota assinada pela reitoria e direção do Hospital Pedro Ernesto diz que greve é direito legal, mas 'todo direito tem seus limites'

Por O Dia

Rio - A reitoria e a direção do HUPE vão entrar na Justiça para por fim à greve na instituição, que já dura quase quatro meses. Na nota divulgada através do site da universidade, eles dizem que entendem os motivos que levaram a paralisação no início de março, mas que "todo direito tem seus limites".

O texto toca principalmente na situação do Hospital Universitário Pedro Ernesto, que vem sofrendo com a grave crise do estado sem os repasses necessários para manter a unidade funcionando e, na último dia 19, suspendeu as cirurgias que ainda eram realizadas mesmo com a paralisação. 

"O acesso à SAÚDE é um direito fundamental assegurado pela Constituição e o direito à VIDA é uma cláusula pétrea da Carta Magna", diz o texto. 

Greve da Uerj vai para quatro mesesFoto%3A Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Estava prevista para as 14h desta quarta-feira uma assembleia de técnico-administrativos da Uerj no Hospital Universitário Pedro Ernesto. Em pauta está a greve, a avaliação do movimento e outros assuntos.

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Leia o texto na íntegra:

A Reitoria e a Direção do HUPE compreendem os motivos que deflagraram a greve no âmbito da UERJ, sendo sensíveis às causas de seu acirramento, em especial o parcelamento dos salários relativos ao mês de maio.

       Sem qualquer dúvida, acreditamos que a greve é um direito legal. Contudo, todo direito tem seus limites no prejuízo aos direitos de outros.

       O acesso à SAÚDE é um direito fundamental assegurado pela Constituição e o direito à VIDA é uma cláusula pétrea da Carta Magna.

    O gestor público tem a obrigação de agir de todas as formas para assegurar o melhor funcionamento possível da instituição sob sua responsabilidade. Não agindo assim, atua com negligência no exercício do cargo e impede o cumprimento de sua missão finalística.

      Frente ao impasse interposto, de um lado o legítimo direito à greve pelo funcionalismo e, de outro, o direito constitucional à saúde e à vida da população, não restou outra alternativa aos gestores além de solicitar a isenta arbitragem pelo Judiciário, instituição fundamental à democracia e competente para decidir sobre a razoabilidade dos direitos.

      Esta conduta traduz-se como ética, democrática e responsável, sendo certo o fiel cumprimento das decisões emanadas da Justiça.

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