Conflito entre estudantes do ‘Ocupa’ e ‘Desocupa’ deixa dois feridos no Méier

Alunos impediram entrada de professores em colégio. Nesta quarta, profissionais da rede estadual decidiram manter greve

Por O Dia

Rio - Professores das escolas estaduais do Rio decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira, manter a paralisação, que completa 125 dias nesta quinta-feira. Nesta quarta, uma confusão entre estudantes que participam do movimentos Ocupa e Desocupa terminou com dois feridos na Escola Estadual Paulo Freire, no Cachambi, Zona Norte. De acordo com a Polícia Militar, os alunos foram controlados e uma viatura continua monitorando o local.

O estudante Marcel dos Santos, de 18 anos, contou que os alunos dentro da escola começaram a impedir a entrada dos professores e dos outros estudantes, o que gerou uma grande confusão. “Nós queríamos entrar, mas eles não deixaram. Começaram a tacar pedras. Um amigo meu foi atingido na barriga”, afirmou. Os dois feridos foram atendidos pelos bombeiros e levados para o Hospital Salgado Filho, no Méier.

Funcionários da Uerj protestaram fechando parte da Radial OesteDivulgação

A greve de professores começou no dia 2 de março e teve o apoio de alunos, o que iniciou o movimento de ocupação das escolas no dia 21 daquele mês. Uma das primeiras instituições ocupadas foi o Colégio Estadual Mendes de Morais, na Ilha do Governador. Outras 70 escolas aderiram a essas ocupações, e pediam por melhorias na infraestrutura e no ensino. No mês passado, os colégios Caic Tiradentes e Colégio Reverendo Hugh Clarence Tucker foram as últimas escolas a ser desocupadas. Apesar disso, algumas escolas continuam com problemas quanto à ocupação.

Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação(Sepe), mais de 1,5 mil pessoas participaram da assembleia nesta quarta-feira, que votou com unanimidade pela continuação da paralisação. Após a assembleia, os profissionais saíram em caminhada até a Candelária, onde participaram de uma manifestação com trabalhadores de outras categorias.

O Sepe pretende protestar também nos próximos dias contra uma lei aprovada na Alerj lei que permitiria a demissão de servidores estaduais. Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) não se manifestou sobre a confusão na escola, nem sobre a continuidade da greve.

Pela manhã, funcionários da Uerj protestaram contra o atraso de salários, fechando parte da Radial Oeste com fogo no asfalto.

Reportagem da estagiária Daniele Bacelar

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