UPA só para crianças e emergência é reformada

Nilópolis reinaugura ala de hospital e humaniza atendimento médico infantil

Por O Dia

Rio - Nilópolis completou 69 anos há uma semana, e a população ganhou dois presentes especiais: a ala de atendimentos de urgência e emergência do Hospital Municipal Juscelino Kubitschek reformada e a nova UPA do bairro Cabuís, que agora é especializada em atendimento pediátrico.

Crianças contam com ambiente colorido e brinquedos na nova UPASeverino Silva

O projeto de reforma do Juscelino, como é mais conhecida a unidade de emergência, faz parte da primeira fase das obras. O pacote completo tem previsão de reinauguração até o fim do ano e inclui uma nova maternidade com UTI Neonatal, UTI adulto e todo o suporte de insumos e equipamentos.

Na UPA, os pequenos nilopolitanos contam que passaram a contar com um ambiente mais colorido e acolhedor, humanizando o atendimento médico infantil.

A unidade já está em funcionamento desde segunda-feira passada e, além de contar com uma programação visual infantil nova, possui mesas e cadeiras e casinha de boneca. Mas o principal são os consultórios reformados, as salas de nebulização e medicação, além da disponibilidade de exames laboratoriais e de raios-X para os pequenos.

Morador de Nilópolis há 40 anos, Carlos da Silva trabalha nas duas unidades como tecnólogo em raios-X e diz que após as reformas, além das crianças, os pais se sentem mais acolhidos. “Trabalhamos melhor. Só de retirar as crianças do ambiente pesado com pacientes adultos chegando para a emergência e diminuir o risco de infecção para eles, já é um alívio. O atendimento ficou menos traumático”, analisa.

Prefeito Alessandro Calazans explica como funciona a unidade infantilSeverino Silva

Como a UPA foi municipalizada recentemente, a prefeitura passou a arcar com todos os custos da unidade. O município arcou também com um prejuízo de mais de R$ 6 milhões por não receber verbas estaduais desde janeiro de 2015. “Procuramos cumprir com o nosso dever de casa”, pontua o atual prefeito da cidade e candidato à reeleição, Alessandro Calazans.

Já o Hospital Juscelino Kubitschek, erguido em pouco mais de dois anos, foi projetado para ser o mais moderno da Baixada Fluminense. O novo JK tem hoje 70 leitos, sendo dez de UTI adulto e cinco infantis. Mesmo sem receber os repasses estaduais de cerca de R$ 7,2 milhões, com frutos do projeto Somando Forças, a prefeitura pagou os custos para finalizar o novo hospital. 

Unidade atende até os vizinhos

Em quatro horas, França conseguiu fazer todos os procedimentos de que precisava, acompanhada da mãe no hospital. “Fiz exame de sangue e de urina. Cheguei às 11h e já estou saindo (às 15h) medicada e com exames.” O hospital atende ainda pacientes de cidades vizinhas, como Marluce de Araújo, de Belford Roxo, que levou Gabriele das Dores Monteiro de Assis, diabética, para ser medicada. “É a primeira vez que minha filha é atendida após a reforma. Aprovei.”

O prefeito afirma que o hospital estava “fora do padrão de saúde” e agora é uma das maiores obras da história da cidade. “Com a entrega da segunda etapa das obras, em aproximadamente três meses, vamos gerar mais empregos também. Ainda vamos inaugurar, até o fim do ano, um hospital de leito de retaguarda para dar suporte de internação ao hospital JK”, explica Calazans.

Em abril foi inaugurado o Novo Complexo de Saúde de Nilópolis, formado pelo Posto de Saúde Central, o Centro de Atenção Psicossocial e Samu. O Posto Dr. Jorge David tem 19 salas climatizadas con consultórios, salas de vacinação, coleta de sangue, teste do pezinho e farmácia. O Samu ganhou sala para profissionais de saúde aguardarem os chamados. Na infraestrutura urbana, a meta é que Nilópolis seja a primeira cidade do Brasil com todas as ruas pavimentadas.

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