Mulher morta a facadas no Estácio foi vítima de feminicídio, diz polícia

Vítima foi assassinada na frente da filha de apenas 7 anos. Imagens comoveram o país

Por O Dia

Rio - A Justiça converteu em preventiva a prisão temporária de Rojelson Santos Baptista acusado de matar Christiane de Souza Andrade no dia 14 de julho desse ano. Ela foi assassinada a facadas na frente da filha, de apenas 7 anos, no Estácio. Um taxista filmou o momento em que a vítima e a menina chegam ao Hospital Souza Aguiar, no Centro. As cenas da criança com a roupa suja de sangue da mãe e desesperada pedindo socorro comoveram o país. Segundo a Polícia Civil, ela foi vítima de feminicídio.

Nas imagens, a criança aparece dizendo que Rojelson foi quem atacou a mãe. A polícia não tem dúvidas de que Christiane foi morta por Rojelson porque ele não aceitava o fim da relação de ambos. À época, a família de Christiane negou o envolvimento dos dois e o crime chegou a ser investigado também como latrocínio (roubo seguido de morte). 

Segundo as investigações, Christiane bancava Rojelson, inclusive pagava o aluguel do quarto onde ele morava num cortiço na Praça 11, por isso ele não queria o fim da relação. Além da filha da vítima que reconheceu Rojelson como o assassino da mãe, a polícia ouviu relatos de vizinhos do acusado e de outras pessoas do círculo de convivência deles que confirmaram a relação entre eles.

A prisão preventiva foi dada dia 30 de agosto pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Carlos Gustavo Vianna Direito, que aceitou denúncia de homicídio contra Rojelson feita pelo Ministério Público dia 11 de agosto. "Consta do procedimento que o denunciado praticou crime de homicídio qualificado, com extrema violência, contra sua companheira e na frente da filha dela, de apenas 8 anos", diz o documento.

"Há no procedimento suficientes indícios de autoria e materialidade, estando a comunicação instruída com a prova testemunhal, bem como tendo sido o denunciado identificado e reconhecido pela filha da vítima, que teria assistido ao crime que retirou a vida de sua mãe", afirma a denúncia. "O crime praticado é de natureza grave indicando, em princípio, que é necessária a manutenção da custódia cautelar do acusado como garantia da ordem pública", sugere o documento.

Rojelson foi detido dois dias depois do crime após ser agredido nas ruas por homens que o denunciavam como autor do crime. PMs impediram o linchamento e o levaram sob custódia para um hospital.  

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