Niterói se destaca em vários indicadores, mas ainda tem desafios a superar

Quatro candidatos querem ter o privilégio de governar a cidade

Por O Dia

Rio - Separada da capital pelo majestoso espelho d’água da Baía de Guanabara, Niterói também é uma cidade maravilhosa. Praias oceânicas, cadeia de montanhas sinuosas, gente bonita e boa no esporte, especialmente na vela. A cidade, terra do índio Araribóia, cuja estátua recepciona quem chega pelas barcas, também é terra de Oscar Niemeyer. Só é superada em quantidade de obras do arquiteto por Brasília. O Museu de Arte Contemporânea (MAC), assinado por ele, transformou-se no cartão-postal mais importante do município.

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A cidade, entretanto, faz mais bonito do que a capital em determinados aspectos. É a 12ª melhor do Brasil no ranking de saneamento 2016, do Instituto Trata Brasil, com 100% no atendimento total de água e com 93% das casas ligadas à rede de esgoto. O município carioca, por exemplo, ocupa a 50ª posição. Niterói tem também o melhor melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado e o sétimo do país e é a primeira cidade em renda per capita, sendo que 43% dos seus 500 mil habitantes pertencem às classes A e B.

Porém, o município também enfrenta problemas. O principal deles é a segurança. Homicídios e roubos a pedestres e residências apavoram os niteroienses. A administração atual tem usado o monitoramento eletrônico, com a instalação de 450 câmeras, para inibir a incidência criminal. Também ampliou a Guarda Municipal e investiu em iluminação pública, mas os esforços não têm surtido o efeito desejado.

O trânsito na cidade é outro ponto crítico. Engarrafamentos a qualquer hora do dia e desrespeito às calçadas e ciclovias incomodam a população. A prefeitura tem o mérito de concluir a obra do Mergulhão Ângela Fernandes, que fora abandonada pela gestão anterior, e de, finalmente, retirar do papel o túnel que liga a região oceânica à zona sul da cidade, o Charitas-Cafubá, cuja conclusão é anunciada ainda para 2016, e iniciou a construção da Transoceânica. Além disso, está prevista a implantação do sistema de ônibus BHLS, com faixa exclusiva para o transporte coletivo.

Desde a tragédia do Morro do Bumba, em 2010, quando 48 pessoas morreram e centenas ficaram — e muitas continuam — desabrigadas, a cidade retomou o caminho do futuro. Nessa nova fase da vida do niteroiense, cabe aos habitantes da cidade decidirem quem vai comandar as transformações que a sociedade exige. “O aspecto interessante é que os candidatos são todos jovens”, destaca o professor de Ciência Política da UFF, Eurico Figueiredo.

Além do atual prefeito Rodrigo Neves (PV), que tem 40 anos, disputam a cadeira o ex-deputado estadual Felipe Peixoto (PSB), 39, a candidata Dani Bornia (PSTU), 35, e o mais jovem, o deputado estadual Flavio Serafini (Psol), 34. Para o professor Figueiredo, Niterói avançou nos últimos anos. “O prefeito recebeu um governo deficitário, mas colocou a casa em ordem. Porém, na política existe o imponderável e até as urnas muitos fatos novos podem surgir”. Mais do que escolher o prefeito, o eleitor vai decidir nas urnas, o futuro da cidade. Para colaborar com o processo democrático de Niterói, O DIA publica a partir de amanhã, os planos dos candidatos para a Saúde e Educação.

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