Debate na Globo promete emoções fortes

Empate técnico pela segunda vaga entre seis candidatos a prefeito do Rio deve ser resolvido esta noite

Por O Dia

Rio - A campanha eleitoral no Rio chega aos últimos capítulos ainda com muitas dúvidas sobre quem irá enfrentar, no segundo turno, Marcelo Crivella, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

São seis candidatos para apenas uma vaga, e que terão pela frente o debate desta noite, na Rede Globo. O evento pode ser decisivo para desempatar um jogo que tem Pedro Paulo e Marcelo Freixo com certa vantagem, mas Indio da Costa, Jandira Feghali, Flávio Bolsonaro e Carlos Osório ainda no páreo.

“Numa eleição tão disputada, qualquer fator pode ser decisivo: um comício, uma pesquisa, o apoio de um líder importante ou um debate. Sobretudo um após o penúltimo capítulo da novela, que deve ter uma audiência alta ”, lembrou o cientista político Geraldo Tadeu, da UERJ.

Se a trama global promete surpresas ao telespectador, o mesmo se pode dizer do debate. Como a última vaga no segundo turno deve ser decidida voto a voto, uma frase bem colocada, uma alfinetada bem feita ou uma grande denúncia podem ser decisivos nesta reta final de campanha.

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“Os debates são feitos para dar empate, com pouco tempo para cada candidato falar. Mas é a hora do tudo ou nada. A expectativa é de que este seja bem mais animado que os demais”, aposta Geraldo Tadeu.

MOMENTOS HILÁRIOS

Os três primeiros debates nas emissoras (Band, Rede TV e Record) não mudaram o cenário da campanha, mas produziram momentos que divertiram o eleitor, como o nervosismo de Bolsonaro, e as piadas de Freixo sobre o destempero da família do adversário: “Você não tem problemas, você herda”. Crivella também comparou Pedro Paulo a Pezão: “O Cabral tinha Pezão, o Paes tem Pezinho”.
A declaração feita por Jandira Feghali, que comparou Crivella a Judas por votar contra Dilma após apoiá-la, também fez sucesso.

ÚLTIMAS CARTADAS

Os papéis dos personagens do debate estão bem definidos. Marcelo Crivella, na liderança, deve atacar Pedro Paulo, adversário que considera o mais complicado para o segundo turno, pela força da máquina do PMDB, a exemplo do que aconteceu em 2014, quando acabou derrotado pelo governador Luiz Fernando Pezão.

Pedro Paulo e Marcelo Freixo, que têm adotado um tom moderado na campanha, terão de mudar de estratégia no debate e, segundo especialistas, partir para o fogo amigo em busca do voto útil. Freixo, que está estagnado nas pesquisas em segundo lugar desde o início da campanha, precisa, urgentemente, conquistar votos à esquerda, de eleitores de Jandira Feghali e Alessandro Molon.

A tarefa de Pedro Paulo, teoricamente, seria mais fácil: conseguir os votos d a parcela do eleitorado (25%) que aprova a gestão de Eduardo Paes para a chegar ao segundo turno. Ou tirar votos de Indio, Osório e Bolsonaro. O problema é que todos eles, por questão de sobrevivência, além dos demais, também precisam atacar o candidato do prefeito, o alvo da vez. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos. Prometem ser emocionantes.

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