Por bianca.lobianco

Rio - A dois meses de passar o bastão para Marcelo Crivella (PRB), Eduardo Paes diz que ainda não municipalizou os restaurantes populares da cidade, como prometeu em setembro, porque o estado não devolveu a minuta de convênio que detalha as despesas. A Secretaria Estadual de Assistência Social, por sua vez, alega que enviou o documento em 26 de setembro ao procurador-geral do Município, Fernando Dionísio. E que, no início de outubro, voltou a procurar a prefeitura. Diz não ter recebido, até hoje, nenhum retorno sobre o assunto. As oito unidades do Rio podem não abrir as portas a partir de segunda. 

Promessa

Para socorrer o estado, Paes prometera arcar com os custos, cerca de R$ 2 milhões por mês, em outubro, novembro e dezembro. A partir de 2017, as despesas voltariam a ser do governo estadual. À época, Paes disse: “Muita gente precisa dos restaurantes populares para se alimentar todos os dias.” Nestes estabelecimentos, uma refeição é servida a R$ 2.

Fome e pressa

As oito unidades do Rio que correm o risco de fechar a partir de segunda são: Central do Brasil, Irajá, Madureira, Méier, Bonsucesso, Campo Grande, Cidade de Deus e Bangu.

Laura fica

A deputada federal Laura Carneiro (PMDB) está feliz da vida com a eleição do correligionário Washington Reis (PMDB) em Duque de Caxias. Desta forma, manteve a cadeira na Câmara. Suplente, ela perderia o posto com o retorno do peemedebista Pedro Paulo Carvalho, que não se elegeu no Rio.

Indignados 

Integrantes do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas em Saneamento Básico estão vermelhos de raiva com Crivella. Dizem que, quando candidato, ele prometeu não privatizar o serviço oferecido pela Cedae em nenhuma região da cidade.

Mas...

Agora, o futuro prefeito quer o regime de concessão dos serviços de água e esgoto na Barra, no Recreio e em Jacarepaguá: a chamada AP-4. O modelo já é adotado nos bairros da AP-5, também na Zona Oeste.

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