Aplicativo Aedestrói ajuda usuários a combater o mosquito transmissor da dengue

Um dos aspectos mais importantes da ferramenta é passar o conhecimento para amigos, vizinhos e parentes

Por O Dia

A estudante de Biomedicina Beatriz Alexandre aprovou o aplicativo Aedestroi%2C que ajuda no combate à dengueDivulgação

Rio - Na hora de combater a dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, toda ajuda é necessária — inclusive a digital. Um aplicativo (app) é um dos novos aliados para identificar e destruir focos do mosquito. A plataforma Aedestrói reúne de forma categorizada as maneiras de proteger sua casa.

Um dos aspectos mais importantes da ferramenta é passar o conhecimento para amigos, vizinhos e parentes. O botão “Círculos de Proteção” compartilha informações nas redes sociais.

Depois de baixar o app, a estudante de Biomedicina Beatriz Alexandre, de 23 anos, começou a passar inseticida debaixo das mesas e a avisar os conhecidos.
“Vou criando uma rede de combate, aviso às pessoas ao meu redor e elas vão falando com outras”, conta.

Na seção “Áreas para vistoria”, são sugeridos todos os espaços para caçar mosquitos, inclusive locais subterrâneos. Para ter certeza de ter dado adeus ao Aedes, é preciso verificar com cuidado cada canto da casa. A prevenção vai bem além de encher pratinhos de plantas com areia.


“Dificilmente alguém arrasta a geladeira para ver o depósito em cima do motorzinho, a mesma coisa com o ar condicionado”, explica o biólogo Fábio Castelo Branco, da empresa criadora do app.

No aplicativo, há ainda informações sobre a biologia do mosquito e sobre sintomas. No caso do chikungunya e da mayaro, as consequências econômicas são pouco conhecidas.

“Com o chikungunya, a pessoa fica doente por três meses, pois as articulações ficam comprometidas, o que atrapalha a locomoção motora. Imagina ficar três meses sem trabalhar”, questiona Fábio Castelo Branco. Uma plataforma online veterana é o Info Dengue, criada em conjunto pela FGV e pela Fiocruz. Desde 2015, o site publica relatórios semanais de casos de dengue no Rio, com detalhamento das regiões mais afetadas.

Os números são importantes não apenas para as Secretarias de Saúde, como também para os cidadãos, que podem verificar se há epidemia em sua região e quais as unidades de saúde mais próximas.

Segundo o coordenador do Info Dengue, Flavio Coelho, é fundamental que o carioca reconheça sua importância no combate ao mosquito. “O ambiente favorito dos mosquitos é em torno das nossas residências. Ele sente o cheiro humano e fica perto. Por isso é importante a atenção de todos”, diz.

Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat

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