Jovem é baleado na Rocinha e pai acusa PMs

Pai do rapaz acusa policiais da UPP local de atirarem em estudantes desarmados em moto por não terem obedecido ordem de parar

Por O Dia

Rio - Um fone de ouvido pode ter ajudado a salvar a vida de um morador de 17 anos da Rocinha hoje de manhã. Ele foi atingido por um tiro no peito, às 6h15, quando saía de casa para trabalhar com o pai, o motorista de transporte escolar Maurício Henriques. Ele acusa PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade de terem feito os disparos. Segundo Maurício, os policiais atiraram na direção de uma moto, que estava com dois ocupantes, e que não obedeceu a ordem de parar dada pelos PMs. O jovem levou três pontos no peito.

Pai do rapaz acusa policiais da UPP local de atirarem contra o filhoMaíra Coelho / Agência O Dia

"Escutei o barulho dos tiros e só vi que meu filho tinha sido baleado quando vi o fone de ouvido dele partido. Acho que isso ajudou a bala não matá-lo, mas ficou um buraco no peito. Meu filho não é bandido, é trabalhador e estuante. Sempre disse para ele não ficar de bobeira na rua porque bala não tem endereço. Graças a Deus ele está vivo", contou Maurício.

Ele e o filho estavam na porta de casa, em frente à UPA, quando o adolescente foi atingido. Maurício contou que pensou que os barulhos de tiro fossem do cano de descarga de moto. "Demos sorte também porque estávamos perto da UPA. Levei meu filho sangrando, a pé, e ele foi atendido rápido. Quando ouvi o barulho do tiro achei que era do cano de descarga de moto", lembrou o motorista. Maurício acredita que o motoqueiro não parou porque estava sem capacete. "Eles devem ter ficado com medo de parar e não obedeceram. Mas, a rua estava cheia de gente indo para o trabalho e os policiais atiraram mesmo assim. Nunca imaginei que isso fosse acontecer.

Maurício Henriques afirmou que vai entrar na Justiça contra a Polícia Militar. Procurada, a UPP local ainda não se posicionou sobre o caso.  





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