Psiquiatra suspeito de abuso sexual é preso na Barra da Tijuca

Coronel reformado já havia sido responsabilizado criminalmente em 2001. Na época, ele foi condenado a pagar cestas básicas

Por O Dia

Rio - Policiais civis da 29ª DP (Madureira) prenderam nesta sexta-feira um coronel reformado da PM, de 67 anos, acusado de violência sexual mediante a fraude. O médico psiquiatra foi condenado a 4 anos e 4 meses no regime semiaberto. A decisão em segunda instância saiu na semana passada. O militar foi capturado dentro de casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Segundo agentes da 29ª DP, o psiquiatra, que tem uma clínica na Estrada da Portela, é investigado em outros três procedimentos da distrital. Os policiais civis descobriram que durante as consultadas psiquiátricas ele induzia a paciente a um estado de inconsciência para o cometimento de atos libidinosos.

De acordo com as informações apuradas pelos agentes, o médico utilizava de técnicas de hipnose e de relaxamento para a prática do abuso sexual. A paciente orientada por outra médica gravou pelo telefone celular os abusos. Em 2001, o acusado já havia sido condenado pelo Juizado Especial Criminal (Jecrim) a pagar cestas básicas, após apalpar os seios de uma paciente.


O advogado Jorge Tomaz de Aquino Júnior, que representa o psiquiatra, afirmou que vai tentar junto a Vara de Execuções Penais (VEP) a prisão domiciliar do cliente. "Ele passa por um tratamento de quimioterapia semanalmente. Está com câncer. A lei é bastante clara: o apenado que tiver doença grave tem que cumprir pena domiciliar", explicou.


A assessoria de imprensa da PM informou que a "Corregedoria Interna da PM instaurou uma sindicância para submeter o policial reformado ao Conselho de Justificação, processo que julgará pela exclusão dele da Corporação".

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