Atendimento do número 192 pode parar

Empresa que opera central telefônica do Samu avisou que não recebe desde 2016 e que não têm como continuar

Por O Dia

Rio - O serviço de telefonia 192, que aciona as ambulâncias do Samu no município do Rio pode parar. A empresa terceirizada responsável pelo serviço informou ao Corpo de Bombeiros e à Secretaria Estadual de Defesa Civil que não recebe do governo estadual desde o ano passado e que não terá condições mais de operar o serviço.

De acordo com a GloboNews, o ofício enviado ontem pela HSI Solutions informa sobre a iminência de interrupção do serviço. No documento, a empresa alega que não recebeu parte do pagamento referente a novembro de 2016, dezembro, além dos meses de janeiro a junho de 2017. “Não possuímos mais recursos, nem crédito junto ao mercado bancário, para arcar com nossos compromissos junto aos funcionários”, afirmou a empresa no ofício.

A Secretaria de Defesa Civil confirmou ao DIA que recebeu o ofício, mas até ontem, à noite, não havia registro de interrupção do serviço. O órgão explicou que a empresa em questão “tem atuação no teleatendimento e suporte técnico, incluindo o serviço de médicos civis na regulação dos atendimentos” e que “a atuação em ambulâncias é feita, exclusivamente, por bombeiros.”

Em relação ao pagamento, a Defesa Civil informou que este é descentralizado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). O DIA tentou entrar em contato com a SES e com a HSI Solutions, mas não conseguiu até o fechamento desta edição. O Samu atende no Rio 450 chamados por dia.

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