Novo conceito de ensino une o computador ao livro nas salas de aula

Nesse método, professores focam nas dúvidas dos alunos

Por O Dia

Rio - De olho nos benefícios da tecnologia nas disciplinas escolares independente do segmento social, o Colégio Teresiano, na Gávea, já colhe frutos do investimento no seu método de ensino, implementando aulas conectadas para os estudantes. Com conceito de 'sala de aula invertida', os alunos estudam em casa os conteúdos tradicionalmente expostos pelos professores no quadro e fazem da sala de aula um espaço para troca de informações e esclarecimento de dúvidas.

Estudantes do Colégio Teresiano assistem aulas em salas híbridas%2C com tecnologia e materiais didáticosDivulgação

"Esse ano fizemos obras de infraestrutura no prédio para implementar Wi-Fi para os alunos, pois acreditamos que a tecnologia é algo acessível e libertador", explicou Patrícia Siffert, coordenadora de mídias e tecnologia do Teresiano. A instituição também adaptou as salas convencionais e as transformou em 'híbridas', que proporcionam aos estudantes a oportunidade de conjugar os materiais didáticos com os meios tecnológicos.

"A sala híbrida é um espaço que mistura momentos presenciais com a tecnologia. Você trabalha alternativas metodológicas que estimulam o aluno a participar da aula, com menos exposição e mais interação", detalhou a coordenadora pedagógica da instituição, Marília Dias. Além das salas de aula conectadas, os alunos também encontram, na biblioteca, o acervo impresso e digital.

A partir do próximo ano, o colégio pretende implementar na base curricular aulas de robótica, mecânica e automação. "Realizamos a formação de mentores de diferentes áreas para aprender não somente a linguagem de programação, mas também a parte de eletrônica e mecânica, para trabalhar diferentes áreas de conhecimento com os alunos. Queremos a robótica dentro do currículo e não como aula extra", explicou Siffert. A robótica estará disponível a partir da educação infantil.

Biblioteca da unidade também possui acervo digital. Wi-Fi foi implantado em todo prédio para os alunosDaniel Castelo Branco/ Agência O Dia

Ainda de acordo com a educadora, a tecnologia fará parte de todas as disciplinas. "Na matemática, por exemplo, o professor pode criar jogos e simulações para resolver situações expostas nos conteúdos oferecidos. Já a professora de português, poderá trabalhar Machado de Assis através de uma animação", detalhou Siffert. Dias também ressaltou que, este ano, a instituição implementou o horário estendido para possibilitar a oferta de atividades sem prejudicar os turnos de aula. A ideia é ampliar ainda mais o leque de opções para os alunos. "Queremos oferecer atividades complementares tanto para o estudo, quanto para atividades culturais e recreativas", explicou.

Experiência com escolas públicas

Além de proporcionar a formação tecnológica de ponta aos estudantes, o Teresiano também faz atividades externas para complementar o lado social. Por mês, pelo menos 40 alunos do 1° e 2° ano do Ensino Médio participam de visitas a duas escolas municipais da Gávea, a Luiz Delfino e Júlio de Castilhos, para interação com os outros estudantes. Esse projeto, chamado Amanhecer, existe no colégio desde 1998, junto com a ONG Nova América. Os alunos também visitam o Instituto Nacional de Educação de Surdos.

Para despertar a consciência ambiental, uma horta orgânica foi construída no colégio, onde os estudantes fazem a limpeza e o plantio de árvores. Para reforçar a ideia sustentável, os alunos desenvolveram um aplicativo para buscar soluções de sustentabilidade para a Gávea, envolvendo questões como mobilidade urbana e a reutilização da água e o ar.