Prefeitura de Japeri prevê confronto entre facções

Motivo da guerra entre traficantes seria um acerto de contas por causa do furto de 50 fuzis de quadrilha rival

Por O Dia

Rio - O prefeito de Japeri, Carlos Moraes, disse à presidente da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa (Alerj), deputada Marta Rocha, que o município deve ser palco de um “confronto violento” entre quadrilhas de traficantes do município e da capital. O motivo da guerra entre traficantes seria um acerto de contas por causa do furto de 50 fuzis de uma das facções rivais.

A revelação em tom dramático foi feita durante audiência pública na Câmara Municipal, proposta pelo vereador Helder Barros, para pedir aumento do efetivo do 24º Batalhão (Queimados), que também é responsável pelo policiamento de Japeri, Itaguaí, Seropédica e Paracambi.

Audiência pública da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)Divulgação

O prefeito disse ainda que já alertou o governador Luiz Fernando Pezão, por telefone, sobre a situação de insegurança no município. “Hoje, as bocas de fumo de Japeri talvez tenham mais fuzis do que o quartel (do 24º Batalhão) da PM e a Polícia Civil, juntos. Estamos vivendo esse momento difícil, muito difícil”, contou. Carlos Moraes disse ainda que recebeu denúncia dando conta de que os traficantes também estariam propensos a cobrar pedágio mensal de R$ 10 mil aos supermercados da cidade.

Durante audiência pública, os vereadores reivindicaram um caveirão e duas cabines blindadas, uma no Arco Metropolitano e a outra na Via Dutra, no acesso da Avenida Tancredo Neves ao Distrito de Engenheiro Pedreira. Helder lembrou que os comerciantes estão arriando as portas ao anoitecer por conta da violência.

Para o presidente da Câmara Municipal, vereador Wesley George de Oliveira, o Miga, a situação mais crítica ocorre nos bairros da Lagoa do Sapo e Morro do Orfanato, dominado pelo Comando Vermelho, e no Guandu, em Engenheiro Pedreira, que está sob o domínio da ADA. “Se não aumentar o efetivo (policial) não vai adiantar nada, porque a sensação é de insegurança”, disse Wesley.

Em resposta a denúncia, Marta Rocha, que também é delegada de polícia, prometeu levar a denúncia de Carlos Moraes ao conhecimento do Secretário Estadual de Segurança Pública, Roberto Sá; do Chefe de Polícia Civil, Carlos Leba, e do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias. Ela marcou também outra audiência pública na Alerj na semana que vai anteceder ao recesso legislativo para discutir o problema mais profundamente. 




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