Mulher acusa motorista de Uber de sequestro na Zona Norte

Vítima chamou o carro ao sair de shopping, em Del Castilho, e disse que foi levada para favelas. Homem foi desativado da Uber após denúncia

Por O Dia

Rio - Em uma publicação nas redes sociais, uma mulher relatou que foi sequestrada por um motorista de Uber na última sexta-feira, em Del Castilho, Zona Norte do Rio. Ana Paula Silva disse que chamou o carro ao sair do Norte Shopping e lembrou que o homem, identificado apenas como Carlos Daniel, a levou para comunidades perto da Avenida Dom Hélder Câmara.

"Fazia ameaças a todo momento. Passamos pelo Engenhão e ele ameaçava entrar em favelas próximas. Foi quando ele reduziu a velocidade, eu abri a porta e me joguei do carro com as bolsas que levava em uma rua completamente deserta. Só estava eu e um senhor empurrando uma barraquinha de doces. Ele me ajudou", contou Ana Paula.

Segundo a mulher, mesmo após ela já ter saído do carro, o suspeito ficou "torturando ela", "indo para frente e para trás com o veículo". "Estou tomando todas as providências para que ele seja punido e não venha mais fazer nenhum tipo de vítima. Só eu sei os momentos de tortura psicológica que passei", reforçou a vítima.

Em nota, a Uber informou que Carlos Daniel foi desativado assim que a mulher fez a denúncia na Internet. A empresa destacou que está à disposição "das autoridades competentes para colaborar com as investigações".

"Acreditamos na importância de combater, coibir e denunciar casos de violência contra a mulher. A Uber acredita que as pessoas têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e, além disso, têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. Por isso, nenhuma viagem na Uber é anônima e todas são registradas de acordo com o GPS. Isso permite, por exemplo, que em caso de incidentes nossa equipe especializada possa dar o suporte necessário, sabendo quem foi o motorista parceiro e o usuário, seus históricos, e qual o trajeto que foi feito, sempre respeitando a legislação aplicável (em especial o Marco Civil da Internet)", completou, em nota.

Procurada pelo DIA, a Polícia Civil não deu mais detalhes sobre o caso até a publicação desta reportagem.

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