Justiça concede habeas corpus para o ex-presidente da Funderj e empresários

Entretanto, apesar de terem o habeas corpus aceito, Henrique Alberto, Maciste Granha e George Sadala deverão cumprir medidas restritivas

Por O Dia

Rio - A Justiça aceitou parcialmente os pedidos de habeas corpus para o ex-presidente da Fundação Departamento de Estradas de Rodagem do estado (Funderj) , Henrique Alberto Santos Ribeiro, e para os empresários Maciste Granha de Mello Filho e George Sadala. A decisão foi tomada pela 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2 Região (TRF-2).

Apesar de terem o habeas corpus aceito, Henrique Alberto, Maciste Granha e George Sadala deverão cumprir medidas restritivas, que são: ficam impedidos de se ausentar do país e devem comparecer em juízo a cada 60 dias. 

Na mesma sessão, também por maioria, o colegiado decidiu manter a prisão preventiva do servidor da FunderjJ, Lineu Castilho Martins. 

Operação C'est Fini

O Ministério Público Federal (MPF) deflagrou a Operação C'est Fini (É o fim ou acabou, em francês), prendendo cinco pessoas que participavam do esquema criminoso, entre elas dois personagens da famosa "Farra dos Guardanapos", o jantar no hotel Ritz, em Paris, ocorrido em 2009, onde secretários da cúpula do governo e empresários foram fotografados usando guardanapos na cabeça e dançando.

A prisão de maior repercussão foi a do ex-secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, um dos mais influentes colaboradores de Cabral. Ele é acusado de receber R$ 1,5 milhão de propina. Segundo a denúncia, Fichtner recebia suborno até no Palácio Guanabara. O procurador do MPF, Eduardo El Hage, disse que Fichtner era o "braço forte da organização de Cabral até hoje". Atualmente, ele ocupava o cargo de assessor do procurador-geral do estado e tinha influência na PGE-RJ, segundo El Hage.

Na mesma ação que levou Fichtner para a cadeia de Benfica, também foram presos Henrique Alberto Santos Ribeiro, Lineu Castilho Martins, Maciste Granha de Mello Filho e Georges Sadala Rihan. O empresário Alexandre Accioly foi intimado a prestar depoimento na sede da PF e o dono da Construtora Delta, Fernando Cavendish, em prisão domiciliar, foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento.


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