Volta Redonda investe no comércio para diminuir dependência de siderúrgica

Ideias em meio às discussões na quarta etapa regional do Mapa Estratégico do Comércio, encerrada nesta sexta-feira

Por O Dia

Rio - Um investimento de R$ 200 milhões para a construção de um shopping luxuoso, capaz de gerar dois mil empregos nos próximos dez meses. O lançamento de 415 lotes para construção de um condomínio da Alphaville, que oferece um conceito urbanístico moderno, existente em apenas 40 cidades no país. Iniciativas que fortalecem o comércio, criam novos postos de trabalho e ajudam a minimizar o impacto da crise da siderurgia na economia de Volta Redonda são apontadas como prioridade para comércio e poder público.

Empresários discutem alternativas para crescer na quarta etapa do Mapa Estratégico do ComércioDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Ideias que estiveram em meio às discussões na quarta etapa regional do Mapa Estratégico do Comércio, encerrada ontem à tarde no município do Médio Paraíba. “Também estamos trazendo dois novos hotéis até o fim do ano e uma nova rede de telefonia. A indústria é fundamental para a nossa economia. A cidade foi planejada para ter a usina e o comércio ao redor. O nosso objetivo é cortar o cordão umbilical com a CSN”, argumenta o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Jessé Holanda Cordeiro.

Ele se refere à Companhia Siderúrgica Nacional, construída há 75 anos, que impulsiona a indústria a representar 50% do orçamento de R$ 800 milhões do ano passado. Mas a crise na venda do aço faz com que a indústria passe por um período delicado. Nos últimos 12 meses, foram mais de mil demissões. Com o aumento do desemprego, crescem iniciativas de novos microempreendedores na cidade, seguindo a tendência no país.

Entre janeiro e março deste ano, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, registrou mais de 23 milhões de pessoas trabalhando por conta própria. Um aumento de 1,4 milhão pessoas em comparação ao mesmo período do ano passado, representando índice de 6,5%.

O economista Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que apresentou painel sobre financiamento empresarial no Mapa do Comércio de Volta Redonda, ontem à tarde, diz que o momento é de cautela, principalmente para desempregados que viraram microempreendedores. “As decisões precisam ser calculadas”, orienta.

Setor quer incentivos, mais crédito e mais empresas

A quarta etapa regional do Mapa Estratégico do Comércio, em Volta Redonda, reuniu 146 propostas apresentadas pelos empresários no evento, entre quinta e sexta-feira, para impulsionar o setor. Estimular a criação de novas empresas, buscar incentivos fiscais e criar cooperativas de crédito foram as ideias que ganharam mais destaque.

O Mapa é organizado pelo Sistema Fecomércio RJ, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável por coletar as propostas dos representantes do setor.

“Queremos buscar soluções para a economia voltar a crescer. Sabemos da importância de discutir essas propostas. Quem gera emprego não pode ser sufocado por tantas taxas e tributos”, explica o empresário Jerônimo dos Santos, presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sicomércio) de Volta Redonda.

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