Problemas na atenção básica de saúde da Baixada

Estudo feito pelo Cremerj mostra que municípios precisam investir nesta área

Por O Dia

Sabe aquele ditado: é melhor prevenir que remediar? É desta forma que o Cremerj acredita que os problemas em relação à saúde na Baixada Fluminense podem ser resolvido. O órgão aponta, através do Projeto Baixada, que a saída é cuidar da Atenção Básica na região. Mas situação é preocupante: de 65 unidades de saúde visitadas, 80% não cobrem a população estimada da região, 40% não possui sequer medicamento.

“Planejamento para a atenção primária é a chave deste problema na saúde da Baixada. Estes dados que colhemos através destes estudos nos dá uma direção e vamos continuar cobrando soluções. Temos que mudar este cenário”, afirma o vice-presidente do Cremerj, Nelson Nahon.

Os recursos materiais só atingiram bons resultados em Itaguaí, Nilópolis e Guapimirim tiveram desempenho mediano e as demais cidades obtiveram resultados classificados como ruim ou péssimo.

Apesar de todas as unidades estarem cadastradas como ativas, 20% não estavam funcionando. Os equipamentos necessários para trabalhar também estão em falta. Cerca de 45% das unidades sofrem com esta deficiência.

Das unidades visitadas, 35% tem carência de medicamentos. Guapimirim é a que está em pior situação, seguida por Seropédica, Queimados, Belford Roxo e Magé.

E quem sente na pele as dificuldades reclama. “Eu precisava ser medicada, mas me disseram que estava em falta, disse Rosana Lopes, de Queimados.

A Prefeitura de Queimados afirmou que o maior entrave nesta questão é o fato do próprio Ministério da Saúde não prever um estabelecimento farmacêutico dentro das unidades básicas, além de toda a legislação rigorosa e processos burocráticos que é preciso seguir para adquirir medicamentos. A prefeitura disse ainda que para driblar esta questão vai implantar até o fim do ano, cinco pólos de Farmácia Municipal.