Cidades desenvolvem soluções para a geração de novos empregos no estado do Rio

Receita anticrise ainda quer manter a economia local aquecida

Por O Dia

Rio - É fato que o atual momento econômico brasileiro é delicado. Mas, em tempos de crise, a saída é enfrentar os problemas de frente e buscar soluções de curto, médio e longo prazos. Para reverter o quadro de dificuldades, muitas cidades do Estado do Rio têm apostado em iniciativas variadas para a geração de novos postos de trabalho e também em ações para manter as economias locais dos municípios aquecidas.

Uma medida para gerar empregos e incentivar a economia está sendo elaborada pela Prefeitura de Macaé, juntamente com os estabelecimentos comerciais da cidade do Norte Fluminense. De acordo com o prefeito Dr. Aluizio dos Santos Júnior, a intenção é reduzir os impostos para os estabelecimentos onde 60% dos trabalhadores são moradores do município.

Cidades do Estado do Rio de Janeiro desenvolvem soluções para a geração de novos empregos e ainda manter a economia local aquecidaArquivo Agência O Dia

“O projeto está sendo elaborado nos mesmos moldes da lei complementar 247/2015, que prevê redução de impostos para empresas prestadoras de serviços da cadeia de óleo e gás com sede no município. A finalidade dos incentivos fiscais é a manutenção dos empregos, por meio da redução de custos para as empresas”, ensina o prefeito de Macaé.

Em Volta Redonda, o prefeito Samuca Silva comemora o anúncio de dois investimentos de peso, gerando, de imediato, 700 novos postos de trabalho. Um deles é a expansão da rede de telecomunicação fixa da Vivo, da Telefônica Brasil, com 200 empregos diretos. Outro investimento é chegada de uma empresa de call center, que vai empregar 500 novos trabalhadores — as operações estão previstas para abril.

Otimista, Samuca Silva projeta a instalação de novos empreendimentos e a volta do diálogo com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que também pretende investir no município. “A cidade tem área. São dois parques industriais que precisam ser ocupados. Infelizmente, há uma liminar que proíbe todo Estado do Rio de conceder incentivos fiscais ao setor produtivo e outro entrave é o percentual do ISS (Imposto Sobre Serviços) de Volta Redonda, que é 5%. Há município em que o percentual é de 2%”, pondera o prefeito.

Na Região dos Lagos, Cabo Frio tem tomado medidas simples para facilitar o processo de abertura e legalização de empresas. Uma delas é a recente reativação do Sistema de Registro Integrado (Regin), que tem como finalidade unificar e agilizar a constituição de novos empreendimentos, facilitando o cadastro nos órgãos municipais. Já em março será implantado o programa ‘Alvará em Cinco Dias’, que irá desburocratizar a emissão do documento dentro deste prazo.

“Estamos empenhados em aumentar a arrecadação do município e muito interessados que os trâmites sejam rápidos e atendam tanto à prefeitura quanto às empresas que hoje estão instaladas na cidade. Sabemos da importância delas para a economia local e por isso vamos tratar todos com muito respeito e agilidade. É uma obrigação”, destaca o secretário de Fazenda de Cabo Frio, Clésio Guimarães.

Em Niterói, o compromisso da atual administração municipal é não aumentar os tributos. Ao contrário, o objetivo é melhorar a eficiência da máquina pública. É o que garante o secretário de Fazenda da cidade, César Barbiero. Segundo ele, a prefeitura aposta em vários segmentos da economia para a geração de novos empregos e renda.

“Estamos trabalhando para tornar Niterói uma cidade amiga dos negócios. Entre a lista de setores que pretendemos atrair para o município estão os produtores cervejeiros, a criação de polos de confecções de roupas, bolsas e calçados, centros tecnológicos e as indústrias pesqueira e naval, entre outros”, cita o secretário César Barbiero.

Já em Resende, além das grandes empresas como Nissan, Votorantim e Volkswagen, o prefeito Diogo Balieiro Diniz aposta no comércio local, uma vez que é o setor que mais gera empregos na cidade. Não por acaso, ele adianta que a prefeitura já desenvolve estudos para manter aquecido o segmento.

“Entre as medidas que deverão ser colocadas em prática já no segundo semestre estão o apoio à realização de feiras e eventos que possam alavancar as vendas e divulgar a diversidade do comércio local como, por exemplo, a Feira Ponta Estoque, que reúne mais de 70 expositores”, adianta o prefeito de Resende.

Ações para incrementar a economia

Em Itaperuna, no Norte Fluminense, a secretaria de Comércio e Indústria desenvolve atualmente projeto de criação de um Polo Industrial pra receber as empresas de outros cidades, além das do próprio município. Outra medida será a realização de obras de revitalização da Rua das Confecções, no bairro de Cidade Nova, onde serão construídos estacionamento exclusivo para ônibus de excursões, alargamento das calçadas e vão ser feitas reformas para garantir a acessibilidade.

A secretaria também adianta que está vai organizar, reestruturar e padronizar todos os camelôs do município e distritos, como em Raposo e em Boa Ventura — este último é a ‘Capital das Bermudas’. “Nosso objetivo é trabalhar e fazer muitos projetos para aumentar as vendas e melhorar a economia local”, avisa Adilson Peres, secretário de Comércio e Indústria de Itaperuna.

Saquarema, na Região dos Lagos, também vai adotar algumas medidas no sentido de alavancar a economia da cidade. Para a empreitada, a prefeitura garante que vai buscar a participação popular antes de concretizar todas as ações.

Entre as medidas para impulsionar o comércio local, a prefeitura resolveu espalhar banners por todos os bairros — os cartazes incentivam os moradores a realizar suas compras nos estabelecimentos do próprio município. Outra ação é apostar no turismo para atrair visitantes e, assim, gerar divisas. Não por acaso, foram mantidos os investimentos para o Carnaval e, em maio, vai nova acontecer etapa do circuito mundial de surfe.

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