Por O Dia

Rio - Não são só os jogadores de futebol de campo que querem jogar fora do Brasil. Ásia, Europa e Oriente Médio também são destinos sedutores para os atletas do futsal. A última matéria da série O Salão do Rio mostra brasileiros que foram conquistar seus sonhos em aventuras fora do país. No exterior, aprenderam novas culturas, hábitos e ideologias que não estavam acostumados. Dentro das quadras as mudanças também são visíveis. Estilo de jogo, valorização profissional, estrutura de trabalho e ginásios lotados são só alguns atrativos aos atletas.

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Bartolo, Daniel Marinho e Alexandre Feller: Feras do futsalArte%3A O Dia Online

Bartogol, o artilheiro da Mangueira

Reinaldo Alves de Paiva, o Bartolo, talvez seja um dos jogadores mais andarilhos do futsal brasileiro. Criado no morro da Mangueira, o craque viu na escolinha da Vila Olímpica da comunidade uma oportunidade de realizar seus sonhos. Nem mesmo o fato de ser filho do ex-chefe do tráfico Ricardo Coração de Leão (morto em 2002) fez com que o mundo da bola fosse deixado de lado. Educado pela mãe e por uma tia que o carregavam pelos braços aos treinos, o jogador, hoje aos 34 anos, sabe dar valor às oportunidades que lhes são dadas. Foi desta forma que trocou o Kuwait pela Tailândia, há um mês e meio. Adaptado ao Oriente Médio, o pivô ficou motivado em viver uma nova aventura no sudeste asiático.

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Bartolo treinando na TailândiaReprodução Facebook

"O contrato acabou (no Kuwait). Nós conversamos para renovar, mas eles quiseram baixar o teto dos jogadores. Alegaram muitos gastos com o time. Eu vim para o Brasil, de férias, para pensar. Foi quando surgiu o convite na Tailândia. Um amigo que jogou comigo no Macaé e o time dele queria um pivô. Ele veio conversar comigo e me levou. Foi uma proposta interessante, estava sem contrato, era um país novo e me animei. É uma experiência nova: língua, alimentação, mas eu estou gostando. É pouco tempo ainda (um mês e meio). Os ginásios são sempre lotados. Cada time tem uns dois brasileiros na média. Já tinha ouvido falar da Liga daqui. É bem competitiva. Os tailandeses são bons de bola. Pessoal acha que é só chegar e jogar, não é. Tem que correr e dar o melhor", disse o jogador.

No Rio, Bartolo jogou na Vila Olímpica da Mangueira, Iate Jardim Guanabara, Olaria, Botafogo, Flamengo, Vasco, Petrópolis e Macaé. O Highways Department Futsal Club, da Tailândia, é o nono time no exterior por onde ele já passou. Antes: Espanha (Zaragoza e Castro Urdiales), Portugal (Paços de Ferreira), Rússia (Spartak Moscou), Sibéria (Sibiryak), Azerbaijão (Araz Naxçivan e Neftchi Baku PFC) e Kuwait (Kasma Club) puderam acompanhar de perto os gols do pivô carioca que fica no novo clube até dezembro.

"Quando eu fui para Espanha, 2001/2002, era o ano do futsal na Espanha. Todo mundo queria ir. Tem estrutura, os ginásios são bons e sempre lotados lá, as pessoas lhe valorizam na rua, querem conversar sobre o Brasil. Na Espanha, eu me senti superbem. Gostei muito. Alguns jogos (das fases finais) passam na TV e tudo. Em Portugal, foi uma temporada muito curta de quatro meses. Foi o começo da crise na Europa e afetou os estrangeiros que estavam jogando. Aí todo mundo saiu de lá e foi para Rússia e eu também. Financeiramente foi muito bom. Campeonato Russo é forte, com o Dínamo Moscou cheio de brasileiros. Na Sibéria, eu peguei -30º C, mas no ginásio tinha calefação, para nossa sorte. Sair na rua era puxado. Foi um ano bom, apesar do frio. O Azerbaijão é um muito bom também", disse o jogador.

Bartolo em ação pelo Spartak Moscou%2C da RússiaReprodução Facebook

Foram três anos atuando no Kuwait. Para surpresa do jogador, o país não esbanja os seus “petrodólares” em tudo. Pelo contrário, são bem cautelosos nas aplicações de verbas em relação aos vizinhos “ostentadores” do Golfo Pérsico. Apesar de um investimento modesto, o futsal está longe de ser um esporte desprestigiado financeiramente por lá. Os costumes locais e a religião também não incomodaram o jogador.

"O futsal até que não é tão apoiado pelos xeiques. É totalmente diferente do futebol campo. Pessoal pensa que no Oriente Médio o “petróleo” põe dinheiro em tudo, mas não é assim. Tem só uns quatro times que investem fortemente, mas é uma liga competitiva. Eles evoluíram muito com os brasileiros", afirma, recordando o dia a dia no país:

"No começou eu fui me informando com os meu companheiros de time. Pegando amizade. Não podia andar sem camisa na rua, olhar para mulheres era falta de respeito. Quando minha esposa foi, eu não podia beijá-la na rua, mas não me incomodei com nada disso. Minha esposa gostou muito de lá. É a cultura deles. Seis vezes ao dia eles paravam tudo para rezar. Treinador pausava o treino, eles tinham uma salinha e ficavam rezando uns 15 minutos. Para eles é normal. Foram três anos muito bons. Queria ter ficado, mas eu vivo do futsal e não podia rejeitar uma proposta melhor", completou.

A mãe e os irmãos de Bartolo ainda vivem no morro da Mangueira. Sempre que vem de férias ao Brasil, o jogador faz questão de retornar ao seu núcleo de criação. O período afastado de casa faz a saudade bater mais fortemente. A chance de dar uma vida melhor para família, esposa e filha, faz com que o jogador aguente firmemente e viva intensamente cada segundo perto dos seus entes queridos nas suas visitas ao país.

Bartolo é um dos orgulhos da MangueiraReprodução Facebook

"Com cautela, eu vou me adaptando. O país (Tailândia) é bom, faz calor. Eu estou sozinho. Minha esposa e filha estão no Brasil. A menina estuda e não tem como vir agora. Eu vim para conhecer tudo primeiro. Daqui a um mês, elas vão viajar para ficar aqui comigo e conhecer", comentou Bartolo, que também já apontou o seu principal “adversário”: a culinária tailandesa.

"Eu senti a alimentação. É complicado. Eu estou morando em Bangkok, mas mesmo aqui na capital é estranho nessa parte. Eu estou começando a conhecer os lugares ainda. No mercado você não encontra feijão, mas arroz, macarrão, carne até tem. Mas na rua é difícil. São poucos restaurantes com carne boa", completou.

Mesmo tanto tempo longe de casa não fez o carinho pela comunidade da Mangueira, onde tudo começou, ser esquecido pelo jogador que rodou o mundo. O projeto social “Bartgol - Jovens do Futuro” treina 65 crianças em uma escolinha de futebol de campo. Bartolo sabe que para muitos destes meninos a bola é o passaporte para uma vida melhor.

"É projeto de longo prazo, eu digo isso aos meninos: ‘Tem que ter paciência e esperar’. Tenho pessoas sérias lá trabalhando comigo. Sempre sonhei em fazer um projeto dentro da comunidade. Comprei muitas coisas ali com meu dinheiro e ainda busco patrocínio. O Flávio Canto (judoca) meu deu muitas dicas e me falou do projeto dele na Rocinha e eu me inspirei mais ainda. Hoje nós temos um garoto no sub-17 do futebol de campo do Flamengo, Antônio "Netinho", é o nosso orgulho. Não é porque meu pai foi traficante que eu tinha que ser também. Eu hoje digo isso para as crianças. Como eu consegui (vencer), eu quero fazer isso por elas. De onde eu saí, de dentro da favela, eu passei por muitas coisas. Sempre que eu vou dar uma palestra nas escolas aí no Brasil eu friso muito isso. Eu consegui isso (meu sonho). Morei na Europa e na Ásia. Lá dentro da Mangueira eu falo isso para os jovens: não desista dos sonhos", encerrou.

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Bartolo e suas viagens pelo mundo. Na imagem%2C momentos na França e KuwaitReprodução

Da infância na “Quadra Azul” para as quadras da Sérvia

Daniel Marinho de Souza, "Dandan", é um dos talentos que o futsal brasileiro exportou nos últimos anos. Hoje, aos 30 anos, o ala do KMF Ekonomac, da Sérvia, só encontrou sua estabilidade financeira no esporte ao deixar o país. Com passagens pelos times adultos do Vasco e América, o carioca teve sua primeira experiência no exterior ao desembarcar na Associação Recreativa de Freixieiro, de Portugal, dali começou sua peregrinação pelo continente até se firmar no Leste Europeu. Com passagem pelo Iberia Star Tbilisi, da Geórgia, e pelo FK Nikars, da Letônia, Dandan deu seus primeiros passos na “Quadra Azul”, de Olaria, localizada na Praça Oliveira Campos.

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Daniel Marinho%2C Dandan%2C o craque da Quadra AzulReprodução Facebook

"O futsal do Rio tem tudo para ser um dos mais fortes do país, por conta dos talentos que existem, com todo o respeito ao restante do Brasil. Mas, infelizmente, não existe apoio nem patrocinadores para investir nos clubes. Isso é o que eu não entendo, porque na minha opinião é o esporte mais emocionante e bonito do mundo", disse Daniel.

Na infância, entre as peladas na Quadra Azul, Dandan passou por Coimbra E.C., Braz de Pina C.C., Social Ramos Clube, Olaria A.C. e Ascaer. Hoje, na Sérvia, o jogador é tetracampeão nacional e bicampeão da Copa. Na Letônia, também conquistou um título da liga nacional e uma Copa. Na Geórgia, a mesma dobradinha foi repetida.

Jogando em um clube fundado pelo curso de economia da universidade da cidade de Kragujevac, o KMF Ekonomac é uma das melhores equipes da Europa. Na última edição da Copa da UEFA de futsal, a equipe foi eliminada na penúltima fase, para o Dínamo de Moscou, atual vice-campeão da competição, uma etapa antes do Final Four (semifinal). Esta é a segunda passagem do jogador pela equipe sérvia.

A primeira equipe na Europa foi a Associação Recreativa de Freixieiro, de Portugal. Na época, o clube era a terceira força do país, atrás apenas de Sporting e Benfica, que são também tradicionais nos gramados. A ida para lá foi o primeiro passo em busca de seus sonhos e, claro, independência financeira. Mesmo em um país com semelhanças e raízes culturais parecidas com o Brasil, uma proposta tentadora, vinda da Geórgia, virou a cabeça do atleta.

"Minha saída de Portugal, na época, foi apenas pelo lado financeiro. O Ibéria tinha me feito uma proposta muito boa e também eu jogaria a minha primeira Copa da UEFA. Eu era muito novo e nunca tive medo de desafios e acabei aceitando mais esse. Era o time mais forte da Geórgia", disse Dandan.

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Daniel Marinho é sinônimo de títulos no futsalReprodução Facebook

Na Geórgia, pelo Iberia Star Tbilisi, além de títulos e a primeira chance na Copa da UEFA, Daniel passou por uma experiência totalmente nova e desagradável: uma guerra.

"Quando eu cheguei, a Geórgia não estava em guerra, mas sempre foi um país de conflitos. Mas na época da minha ida, eu nem procurei saber o que se passava por lá. Foi bem assustador (passar por isso). Depois acabei acostumando e logo em seguida teve a guerra com a Rússia (no dia 9 de agosto de 2008, o exército russo bombardeou uma base militar da Geórgia a 5 km da capital Tbilisi, local onde Daniel estava). Como tinha outros estrangeiros no time, o presidente do clube tirou a gente do país e passamos dez dias na Arménia. Foi uma experiência que pretendo nunca mais passar na minha vida e não desejo que ninguém passe por isso", disse Daniel. Foi neste momento que surgiu o primeiro convite do Ekonomac.

"O Ekonomac é um clube onde tenho um carinho e respeito muito grande e desde o primeiro dia que estive aqui, na Sérvia, fui sempre muito bem recebido. Eu posso considerar o Ekonomac a minha casa", revelou.

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Mesmo bem nas quadras e conquistando títulos na Sérvia, um contrato vantajoso financeiramente, de seis meses, com o FK Nikars, da Letônia, tirou o jogador do país que o acolheu no pós-guerra. Sobre a Letônia, ficou uma boa impressão, mas nenhuma saudade do frio.

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Daniel Marinho e o frio europeu%2C um dos adversários do brasileiros que deixam o país para jogar futsalReprodução Facebook

"Não teve um motivo em especial para o meu retorno para a Sérvia. Foi mesmo pensando no meu bem-estar, na minha vida mesmo. Poderia ter continuado na Letônia, só que tive uma preferência em voltar para cá", comentou Daniel, que retornou para ficar de vez. Namorando uma sérvia, o jogador é pai de um bebezinho. A afinidade com o país é tanta que o brasileiro não descarta uma naturalização.

"Já tive o convite (para me naturalizar) e aceitei numa boa. Por que não aceitar jogar em um país onde já estou há 6 anos? Estou aqui e eles sabem que se um dia precisarem dos meus documentos para me naturalizar eu entregarei com prazer. Meu filho nasceu aqui na Sérvia e, para dizer a verdade, eu nunca nem imaginei que o futsal me ajudaria nesse elo de construção da minha própria família. Até nisso o que mais amo fazer, que é jogar futsal, me ajudou", disse o jogador, que pediu para que os jovens jogadores brasileiros que, mesmo atuando em condições adversas, sigam tentando um lugar ao sol.

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"Nunca desista dos seus sonhos, muitas pessoas vão lhe jogar para baixo, falando que você está velho para jogar, que já estourou a idade, que não tem talento e que é uma grande mentira (o seu futebol). Eu digo que vá, corra atrás, porque só você tem o direito de saber a hora de parar ou não. Se você confia e sabe que tem condições de se tornar um jogador, vá e lute pelo seu sonho", encerrou.


A trajetória do goleiro especializado em fazer gols

Alexandre Feller foi um gigante, apesar dos 1,77m, das quadras. O goleiro, além de evitar os gols, também tinha intimidade na hora de marcar e, segundo suas próprias contas, balançou as redes adversárias por mais de cem vezes. Além do treinamento, o arqueiro se aproveitava da inexperiência dos rivais em jogar contra um goleiro-linha.

"Eu sempre treinei muito isso, tanto com direita quanto com a esquerda. Fui um dos pioneiros nesse sentido. Quando a regra mudou em 1997, eu já chutava. A equipe treinava muito isso, em função do meu ataque. Os outros times não esperavam", disse Feller.

Hoje, na função de secretário-adjunto de Esportes da prefeitura de Nova Trento (SC), o ex-jogador curte sua aposentadoria e guarda com carinho as memórias dos tempos em que atuou pela seleção brasileira e italiana. No Rio de Janeiro, conquistou a Liga Futsal e Taça Brasil (2000), dois Metropolitanos (2000 e 2001), dois Cariocas (2000 e 2001) e um Rio-SP-Minas (2000), todos pelo Vasco.

Alexandre Feller na seleção da ItáliaReprodução

"Em 98 fui campeão da Liga Futsal com a Ulbra-RS e em 99 também montamos um time bom. No ano seguinte, o Manoel Tobias, junto ao Marco Bruno, que foi meu treinador, fez o convite (para jogar pelo Vasco). Eu estive na maior equipe de futsal já montada de todos os tempos, o Vasco de 2000. Atlético-MG de 99 e Vasco de 2000 são as duas maiores equipes de futsal de todos os tempos, com o Vasco levando vantagem", comentou o goleiro.

Fora do Brasil, Alexandre Feller fez sua carreira no futsal italiano, atuando em quatro equipes, de 2003 a 2012: Prato, Luparense, Arzignano Grifo e Marca Futsal. Na Europa, o jogador se afastou dos problemas deixados com a antiga direção da CBFS, que não o convocava, e viu sua chance de disputar dois torneios mundiais. Mas a maior motivação para deixar o país foi uma busca por novos desafios. Na seleção italiana, o catarinense disputou quatro Eurocopas e dois Mundiais, sendo vice-campeão em 2004.

"Pelo Brasil, eu joguei em 97, um torneio das Nações. Depois eu tive alguns problemas e não fui mais convocado. Eu não pude me apresentar em uma convocação e nunca mais me chamaram. A Itália me procurou e eu me coloquei à disposição deles. A seleção brasileira havia fechados as portas para mim. Minhas possibilidades lá eram muito maiores. Fiz uma carreira internacional que me orgulho muito. Não me arrependo e faria tudo mais uma vez. Sou muito grato a tudo que a Itália me deu", revelou o goleiro.

O ex-atleta também realizou fez seu “pé de meia” no país europeu. Hoje confortável financeiramente, Feller se diz um homem de sorte por ter atuando apenas em clubes de primeira linha. O sucesso longe do Brasil ainda teve um fator determinante, a presença da família.

"A parte financeira conta muito, não há como negar, é atrativa. O calendário não é tão desgastante quanto o brasileiro. São só duas ou três competições por ano, o corpo agradece. As pessoas, no clube e na rua, tratam melhor. Eu não tive a oportunidade de jogar em equipes menores, toda minha vida joguei em clubes que brigavam por títulos. Por isso, sempre fui bem tratado. Claro que outras equipes menores podem ter uma outra realidade. Equipes que não cumprem o que prometem, assim como é no Brasil em alguns casos. Mas a Itália é um das três melhores seleções do mundo. A briga é sempre entre Brasil, Espanha, Itália e Rússia".

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"Claro, ir com família é outra coisa. Minha filha tinha 3 anos e foi alfabetizada na Itália. Eu só encerrei minha carreira aos 41 anos, estou com 43. Estando junto dos familiares, fica mais fácil. Mesmo assim, os primeiros meses foram difíceis. Língua, cultura, mas temos de se adaptar. No fim, estávamos muito bem e futuramente retornaremos para visitar os amigos que deixamos lá. Eu tive convites para retornar ao Brasil, mas não quis. Tive também para ir para Espanha e recusei. Eu não queria complicar a vida da minha filha. Seria mais um país, mais uma língua, ela teria que trocar de escola. Então seria ruim, quis ficar na Itália para não atrapalhar minha família", completou o goleiro e paizão. Aposentado das quadras há 2 anos, o goleiro mantém um projeto de escolinha de futsal em Nova Trento (SC), sua cidade natal.

"Temos uma escolinha para crianças. O município é pequeno, 12 mil habitantes. Estou aqui mais para organizar projetos sociais e esportivos de pequeno porte. Mas, no futuro, quero passar em grandes empresa e quem sabe montar um time. Nada grandioso, só para o Estadual", encerrou.

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Alexandre Feller conseguiu diversos títulos no futsal italianoReprodução

Reportagem de Victor Abreu

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