MP consegue afastar PMs

Gaesp conseguiu afastar 13 policiais militares das funções e lhes cassar o porte de arma, sob a acusação de morte durante intervenção policial

Por O Dia

Em três meses,o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público (Gaesp) conseguiu afastar 13 policiais militares das funções   lhes cassar o porte de arma, sob a acusação de morte durante intervenção policial. A marca é considerada uma vitória. Cinco eram lotados no 41º BPM (Irajá). Só para lembrar: dois PMs da unidade foram responsabilizados pela morte da estudante Maria Eduarda Alves Ferreira, de 13 anos, em uma escola pública de Acari. Há policiais afastados do Bope, a tropa de elite da corporação, e do Choque. As denúncias partiram do promotor Alexandre Themístocles. Nelas, ele alega que as vítimas foram aniquiladas quando já estavam subjugadas, como é o caso de Fabrício Vicente de Oliveira, morto com cinco tiros. Themístocles faz questão de ressaltar que, a partir do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em 2011, que lutou contra os então chamados autos de resistência, o Tribunal de Justiça começou a aceitar mais as denúncias envolvendo esse tipo de caso.

MAIS DESAFIOS

Alexandre Themístocles defende mais desafios para o Gaesp. Argumenta que são necessárias ações para forçar o estado a dar mais condição de trabalho às polícias, como treinamento, melhores armamentos e assistência às famílias de PMs mortos em serviço, por exemplo.