01 de janeiro de 1970
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Temer: 'A verdade triunfará de novo'

Advogado que o defendeu na primeira denúncia renuncia

Por O Dia

Depois de, semana passada, desistir de fazer pronunciamento para rebater a segunda denúncia do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente Michel Temer gravou um vídeo, disponibilizado ontem nas redes sociais, em que diz que há uma "marcha da insensatez" contra ele e que tem certeza de que conseguirá arquivar na Câmara a acusação de fazer parte de uma organização criminosa e de obstruir a Justiça. A defesa do presidente ficará a cargo do criminalista Eduardo Pizarro Carnelós, depois que Antônio Cláudio Mariz de Oliveira renunciou, alegando "conflito ético" porque já tinha defendido o delator Lúcio Funaro.

Sem citar nomes, Temer critica os executivos da JBS e diz que "há ainda muitos fatos estranhos que esperam por ser explicados nesta estranha delação induzida". "A verdade prevaleceu ante o primeiro ataque a meu governo e a mim. A verdade, mais uma vez, triunfará", disse. "Tenho convicção absoluta de que a Câmara encerrará esses últimos episódios de uma triste página de nossa história, em que mentiras e inverdades induziram a mídia e as redes sociais nestes últimos dias. A incoerência e a falsidade foram armas do cotidiano para o extermínio de reputações."

Temer diz ainda que lançaram contra ele "ilações, provas forjadas, denúncias ineptas" e que elas foram produzidas "em conluios com malfeitores" e que vai continuar governando o país até janeiro de 2019. "Diante dos ataques que se renovam, quero expressar minha indignação e manifestar minha profunda revolta com a leviandade dos que deveriam agir com sobriedade. Tenho orgulho de estar presidente da República pelo que pude fazer até agora. Em resumo, retirei o país da recessão mais grave de toda sua história em pouco mais de ano e quatro meses de governo. Farei muito mais até janeiro de 2019", afirma.

A Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara decidiu não desmembrar a denúncia contra Temer e encaminhar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) uma única solicitação de Instauração de Processo. Caberá à CCJ decidir durante o processo se fará o fatiamento da denúncia. O envio da denúncia à CCJ só acontecerá na segunda-feira, 25, após a leitura no plenário do pedido de abertura de processo e a notificação de Temer.