Bumlai diz em delação que empréstimo foi 'totalmente assumido' pelo PT

Bumlai confirmou ao juíz Sérgio Moro ainda que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também participou do negócio, numa segunda fase em que foi acertada a quitação do empréstimo

Por O Dia

Curitiba - O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou à Justiça Federal que o PT "assumiu totalmente" o empréstimo de R$ 12 milhões, tomado de forma fraudulenta em 2004, em seu nome, no Banco Schahin. A Operação Lava Jato descobriu que o valor nunca foi pago pelo partido e que o negócio foi compensado ao grupo empresarial com um contrato de US$ 1,6 bilhão, na Petrobras, cinco anos depois.

"O empréstimo foi assumido pelo PT, totalmente assumido pelo PT", declarou Bumlai. O pecuarista foi ouvido nessa segunda-feira pela primeira vez, pelo juiz federal Sérgio Moro, dos processos da Lava Jato, em Curitiba. Ele isentou Lula de responsabilidades no episódio.

Bumlai foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro pela primeira vez nesta segunda-feira em Curitiba Valter Campanato/Agência Brasil

O amigo de Lula é réu nessa ação penal, em fase final. Ele foi preso em novembro de 2015, alvo da 21ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Livre Acesso. Ele passou a cumprir prisão domiciliar em março, por problemas de saúde.

O pecuarista afirmou a Moro que "nunca esteve no banco solicitando esse empréstimo". Questionado qual o motivo da retirada, Bumlai afirmou que "eles (do PT) precisavam de um dinheiro para o segundo turno das eleições de 2004".

Bumlai contou as circunstâncias em que o negócio foi realizado e o atribuiu ao então presidente do Banco Schahin, Sandro Tordin, ao tesoureiro do PT, Delúbio Soares, ao prefeito cassado de Campinas (SP) Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), e aos marqueteiros Armando Peraldo e Giovanni Favieri - de Campo Grande (MS), ligados ao ex-governador Zéca do PT.

"Estava em São Paulo quando recebi um telefona de um amigo, que eram três, Giovani, Armando e Sandro Tordin para que desse uma chegada até o Banco Schahin", contou Bumlai.

"Fui lá e me deparei na cabeceira com o candidato a prefeito de Campinas doutor Hélio, à direita dele seu Delúbio Soares, depois seu Carlos Eduardo Schahin, uma cadeira vaga em que me sentei, e o Sandro, o Armando e o Giovanni."

Bumlai confirmou a Moro ainda que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também participou do negócio, numa segunda fase em que foi acertada a quitação do empréstimo. Segundo ele, não lhe foi dito que um contrato da Petrobras quitaria a dívida com o banco.

Ele também rebateu afirmações de delatores ligados ao Grupo Schahin ter dito que o negócio de empréstimo e sua quitação estaria "abençoados" pelo ex-presidente Lula.

Defesa

O PT informou que nunca realizou empréstimo como Banco Schahin e que todas as doações recebidas são legais e foram aprovadas pela Justiça Federal.

Fonte: iG

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"O empréstimo foi assumido pelo PT, totalmente assumido pelo PT", declarou Bumlai. O pecuarista foi ouvido nessa segunda-feira pela primeira vez, pelo juiz federal Sérgio Moro, dos processos da Lava Jato, em Curitiba. Ele isentou Lula de responsabilidades no episódio.

Bumlai foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro pela primeira vez nesta segunda-feira em Curitiba Valter Campanato/Agência Brasil

O amigo de Lula é réu nessa ação penal, em fase final. Ele foi preso em novembro de 2015, alvo da 21ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Livre Acesso. Ele passou a cumprir prisão domiciliar em março, por problemas de saúde.

O pecuarista afirmou a Moro que "nunca esteve no banco solicitando esse empréstimo". Questionado qual o motivo da retirada, Bumlai afirmou que "eles (do PT) precisavam de um dinheiro para o segundo turno das eleições de 2004".

Bumlai contou as circunstâncias em que o negócio foi realizado e o atribuiu ao então presidente do Banco Schahin, Sandro Tordin, ao tesoureiro do PT, Delúbio Soares, ao prefeito cassado de Campinas (SP) Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), e aos marqueteiros Armando Peraldo e Giovanni Favieri - de Campo Grande (MS), ligados ao ex-governador Zéca do PT.

"Estava em São Paulo quando recebi um telefona de um amigo, que eram três, Giovani, Armando e Sandro Tordin para que desse uma chegada até o Banco Schahin", contou Bumlai.

"Fui lá e me deparei na cabeceira com o candidato a prefeito de Campinas doutor Hélio, à direita dele seu Delúbio Soares, depois seu Carlos Eduardo Schahin, uma cadeira vaga em que me sentei, e o Sandro, o Armando e o Giovanni."

Bumlai confirmou a Moro ainda que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também participou do negócio, numa segunda fase em que foi acertada a quitação do empréstimo. Segundo ele, não lhe foi dito que um contrato da Petrobras quitaria a dívida com o banco.

Ele também rebateu afirmações de delatores ligados ao Grupo Schahin ter dito que o negócio de empréstimo e sua quitação estaria "abençoados" pelo ex-presidente Lula.

Defesa

O PT informou que nunca realizou empréstimo como Banco Schahin e que todas as doações recebidas são legais e foram aprovadas pela Justiça Federal.

Fonte: iG

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