Adolescente morre após ter sido agredido com mangueira de ar comprimido

Em depoimento, autores disseram que foi uma 'brincadeira'

Por O Dia

Mato Grosso do Sul - Onze dias após ser internado, o adolescente Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, morreu por complicações em seu sistema digestivo decorrentes do acionamento de uma mangueira de ar comprimido no ânus. O caso aconteceu em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, no dia 3 de fevereiro. O jovem morreu nesta terça-feira.

Wesner Moreira da Silva%2C de 17 anos%2CReprodução Internet

Os suspeitos de serem os autores do crime são Thiago Giovanni Demarco Sena, de 26 anos, dono do lava-jato em que Wesber trabalhava, e Willian Henrique Larrea, de 30. Em depoimento, os homens disseram que foi uma "brincadeira".

O adolescente vomitou, defecou e desmaiou. Os autores ainda levaram o garoto para o posto de saúde, de onde foi encaminhado para a Santa Casa local. Ambos tiveram o pedido de prisão preventiva decretado no dia da morte de Wesner, mas ainda não estão presos.

Thiago Giovanni Demarco Sena e Willian Henrique LarreaReprodução Internet

O juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal de Campo Grande, encaminhou o pedido para o Tribunal do Júri. O caso foi tratado pela Polícia Civil como lesão grave seguida de morte, mas o entendimento do magistrado é de que ambos cometeram homicídio doloso.

Para o juiz, "além do ato praticado pelos indiciados ser revestido de uma imbecilidade oceânica, não há como alegarem que o ato por eles praticado não poderia causar a morte de uma pessoa", enfatizou.

No mesmo despacho, o juiz sustentou ainda que "assim, quando alguém direciona uma mangueira de ar comprimido contra o corpo de outrem, pode até dizer que não se está tentando matar o outro, mas qualquer pessoa minimamente sana sabe que injetar uma mangueira de ar comprimido em alguém, provavelmente causará a sua morte ou, ao menos, sérias lesões".

* Com informações do Estadão Conteúdo

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