Cine Ceará mistura sotaques e estimula as coproduções

Festival exibe 60 filmes de oito países

Por O Dia

Rio - O clima será de intercâmbio cinematográfico em Fortaleza, de hoje até o dia 24. É que, com 60 filmes de oito nacionalidades na programação, o diretor do Cine Ceará — Festival Ibero-Americano de Cinema, Wolney Oliveira, pretende unir produções de fora com as nacionais. Ele também garante que este ano será exibida por lá a melhor programação dos 25 anos do evento. 

Cine Teatro São Luiz%2C na Praça do Ferreira%2C no Centro de Fortaleza Divulgação


“Sempre fizemos questão de estimular as coproduções entre o cinema brasileiro e o internacional”, orgulha-se Wolney, que também é cineasta. “A ideia é focar nesse caminho e criar oportunidade de articulação com outros países aos produtores cearenses e brasileiros em geral”, completa.

Por isso, o destaque deste ano é para a cinematografia espanhola contemporânea. “Em todas as edições, homenageamos o cinema de algum lugar. Ano passado foi o da Argentina e agora será o da Espanha”, explica o diretor. Já na abertura do festival, que volta a ser no Cine Teatro São Luiz, é o chileno ‘O Clube’, de Pablo Larraín, que dá a largada do intercâmbio da sétima arte.

São 20 longas-metragens e 40 curtas no total. Entre eles, o que não falta é variedade de sotaque e temas. Tem filme cubano, como ‘A Obra do Século’, de Carlos M. Quintela, sobre a construção de uma ilha nuclear na terra de Fidel Castro, e também de outros ‘hermanos’ — ou coproduções, como a de Brasil e Argentina em ‘Jauja’, de Lisandro Alonso.

Outro destaque é a estreia mundial do brasileiro ‘Real Beleza’, com o casal Vladimir Brichta e Adriana Esteves junto pela primeira vez no telão. Além do premiado ‘Que Horas Ela Volta?’, de Anna Muylaert, com Regina Casé como uma empregada doméstica. Fora as homenagens à atriz Leandra Leal e ao cineasta Cacá Diegues.

“Existe uma expectativa na cidade, não só em relação à programação, mas com a volta do São Luiz”, diz Wolney, sobre o retorno do festival ao endereço, após cinco anos. “Saímos de lá quando ele fechou. O Governo o comprou e o recuperou. Enquanto isso, fizemos as últimas edições no Teatro José de Alencar. Mas sempre sonhamos em voltar”, lembra, destacando também que, agora, o conforto e a qualidade técnica estão garantidos a quem passar por lá.

Além da mudança, há ainda mais uma novidade, que segue a meta de intercâmbio do Cine Ceará. A Praça Ferreira, no Centro de Fortaleza, onde o São Luiz se encontra, será ponto de socialização. “Vamos ocupar a praça. Entre as sessões, é a oportunidade de bater um papo, tomar uma cerveja e fazer novos amigos”, diz o diretor, acreditando que é assi

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