Lili Rodriguez: A arte de se reinventar

Madeleine Saade deu uma guinada da moda para a gastronomia

Por O Dia

Rio - Nossa convidada de hoje é uma camaleoa! Madeleine Saade, divertida, eclética, ícone, da sociedade... E foi uma das dez mais elegantes do colunista Ibrahim Sued. Empresária, dedicada à Dijon, junto com seu primeiro marido, Humberto Saade, deu uma guinada da moda para a gastronomia.

Premiação dos dez mais elegantes do ano de 1979 da coluna de Ibrahim Suedarquivo pessoal

LILI: Você lançou Xuxa, Monique Evans e Luiza Brunet na marca Dijon. Isso é empreendedorismo e inovação?

MADELEINE: Acho que sim. Foi um dos grandes empreendimentos e inovações da época. Não tínhamos informações virtuais, os lançamentos eram veiculados em jornais e revistas. Luiza foi um boom audacioso com nosso lançamento da calça jeans.

Você é mestra em receber. Como surgiu esse diferencial?

Fui criada numa família libanesa. Adoravam receber. Era um open house sempre, eu e minhas irmãs Phenicia e Baby tínhamos horror porque recebíamos junto com eles. Eram mesas muito bem postas, o serviço à francesa. Não sabíamos fritar um ovo. Eu sempre gostei de receber, era um outro lado que foi surgindo. Sou detalhista e exigente. Gosto de me aperfeiçoar pelo prazer de ver tudo lindo e elegante.

O maior sucesso e orgulho?
Sempre fui independente e arrojada. Quando me separei do Humberto, parei com moda, já tinha feito tudo em uma época certa e foi maravilhoso, um sucesso. Fizemos um lindo trabalho que inovou a forma de mostrar moda. Pois é... o casamento acabou e se transformou em amizade, e eu precisava colocar para fora minha criatividade. Tive um segundo casamento feliz com Claudio Lins. Em uma reviravolta, surgiu a culinária.

Como foi ser eleita as 10 mais elegantes do ano na coluna do Ibrahim?
Ibrahim Sued dominava o grand monde, como costumava dizer, emitindo opiniões sobre a “arte” de receber, a etiqueta e a elegância dos mais importantes da época. O momento mais aguardado, no entanto, era o mês de dezembro, quando o jornalista publicava a lista das dez mulheres mais elegantes do ano em sua coluna.Um dos momentos mais emocionantes da vida. Foi na época que fazia moda. Era um resultado do meu trabalho.

Como foi se reinventar e passar de anfitriã a chef?
Muito fácil! Bastou praticar e aperfeiçoar minhas experiências. E como eu sempre fui muito organizada e perfeccionista não foi tão difícil. Para quem trabalhou em indústria, em linha de produção e com estilo e tendência, tirei de letra. O que fiz foi só seguir o mesmo conceito, porque gastronomia é isto também: criação, sabor e visualização.

Quantos eventos por semana?
Dificilmente me comprometo com mais de dois. Para fazer bem feito é preciso tempo e dedicação.

Dicas para uma ceia de Natal?
O tradicional, com aromas e temperos contemporâneos e sem gordura. Criar ceia é fácil: peru, cuzcus, tender com frutas frescas carameladas com mel, um delicioso bacalhau, saladas, salmão. De sobremesa, rabanadas de forno com ganache de frutas.

Novidades para 2017?
Torço para ter muita saúde e seguir em frente, a vida é uma só! Vivendo o presente junto da minha filha Tamima, que é um exemplo de mãe, e me deu um neto exemplar, Humbertinho. 

Últimas de Diversão