Dan Stulbach defende Eugênio, que deixa de ser ingênuo em 'A Força do Querer'

Após descobrir que a vilã Irene (Débora Falabella), sua amante, espera um filho seu, ele virou o jogo e deixou a cautela de sempre

Por O Dia

Rio - Se Eugênio (Dan Stulbach) era visto como bobo em 'A Força do Querer', a situação mudou. Após descobrir que a vilã Irene (Débora Falabella), sua amante, espera um filho seu, ele virou o jogo e deixou a cautela de sempre. "Eu fazia o tipo de interpretação contida. E agora o Eugênio vem com uma maneira diferente de demonstrar emoção. Ele não consegue mais guardar o que sente", explica Dan, que estabeleceu um marco para a mudança do personagem.

Dan Stulbach é o Eugênio de 'A Força do Querer'Divulgação

No capítulo em que recebeu o filho trans, Ivan (Carol Duarte), em seu escritório, o marido de Joyce (Maria Fernanda Cândido) não aguentou segurar o silêncio e desabafou, assumindo não saber lidar com tudo o que está acontecendo. Na sequência, chorou, emocionou o público e despertou uma ideia no próprio ator que o interpreta.

"O bom personagem é aquele que começa de um jeito e termina de outro. Essa cena, foi representativa para mim, me fez enxergar que a partir daí o Eugênio vai quebrar as amarras", conta Dan, que só teve ideia do resultado do trabalho após assistir ao capítulo na TV e receber centenas de mensagens. "Ele vai agir diferente com a Irene porque vai vê-la de outra maneira. Agora, tem mais raiva, mais volume", diz.

O ator acredita que o problema central da família de Eugênio é a falta de diálogo. E, embora entenda o motivo de seu personagem ser chamado de ingênuo pelos internautas, não concorda com o que dizem por aí. "É importante ver que ele não sabe de boa parte das coisas que acontecem. Ele tem uma mulher que não o estimula no trabalho, que nunca vai visitar no escritório, que acha tudo uma porcaria", afirma o ator. "Já a amante acha tudo maravilhoso, os dois têm um encontro sexual incrível. Isso é o que ele vê porque até agora não sabe que ela é uma psicopata", completa.

Cheio de camadas, Eugênio é compreensivo e um dos poucos dispostos a estender a mão a Ivan, que era tido como mulher até pouco tempo. "Ele é essencialmente bom. E o homem bom, no Brasil, é sinônimo de idiota. Isso é algo que me incomoda porque eu não quero um país de espertos. Acho que somos cobrados a ter uma certa malandragem e isso é injusto", defende.

Reportagem de Bárbara Saryne do Diário de S.Paulo/Agência O DIA

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