Geraldo Luís mistura jornalismo e entretenimento no 'Domingo Show'

Apresentador aposta na simplicidade para conquistar o público

Por O Dia

Geraldo diz que o programa vai mostrar histórias reais e reportagensDivulgação

Rio - Mais novo apresentador a entrar na guerra de audiência dos domingos, Geraldo Luís, 42 anos, já tem a receita para conquistar o público: simplicidade. “O povo é simples. Se inventar demais, estraga! Desde a época do circo, a simplicidade sempre deu certo”, decreta ele, um ex-artista circense e ex-agente funerário. É com esse espírito que Geraldo comanda a partir de hoje, às 11h, ao vivo, o ‘Domingo Show’, um programa que mescla jornalismo e entretenimento. Para alavancar a estreia, ele recebe no palco Sabrina Sato, na primeira aparição da Japa em um programa da emissora desde a sua contratação.

“Só não vou deixar ela pelada, mas o resto... Vamos judiar! Já avisei a ela”, conta o apresentador, acrescentando que Sabrina vai participar do quadro ‘A Roleta da Morte’, que conta com a personagem Morte, a mesma de seu antigo programa, o ‘Balanço Geral’. “Vamos rodar uma roleta. Tem umas perguntas desagradáveis, outras piores e outras mais chatas ainda para a Sabrina responder”, completa.

Sem terno e gravata, Geraldo promete adotar um visual mais despojado. Até porque vai ficar cerca de quatro horas no ar. Além de convidados famosos e números musicais, ele aposta em grandes reportagens. O jornalismo da Record está mobilizado para entrar no ar em seu programa a qualquer momento, incluindo o helicóptero do comandante Hamilton, sobrevoando São Paulo.

“Já teve muitas mentiras nos domingos. Houve muitas pegadinhas, quadros inventados. Mas aqui vai ser tudo real. O personagem e a história vão existir, não vai ter nada montado”, garante ele, que já gravou uma série de reportagens no Ceará. “Vou viajar pelo país em busca de boas histórias.”

Logo na estreia, ele mostra uma entrevista com o jornalista Gil Gomes, de 73 anos, que sofre de Mal de Parkinson. O repórter policial ganhou fama na TV com seu tom de voz grave e seus gestos com as mãos. “Vamos mostrar a rotina dele. Gil ganhou muito dinheiro, teve 250 cavalos de corrida, mas perdeu tudo. Ele abriu o coração e falou do vício do jogo e da morte do filho”, adianta ele.

Geraldo garante que sua transição do jornalístico ‘Balanço Geral’ para o programa de entretenimento foi tranquila. Só ficou surpreso com o tamanho da equipe, com mais de 120 pessoas. “No ‘Balanço’, eu já dava notícia com circo”, observa. Para o ‘Domingo Show’, ele levou ainda o anão Marquinhos e o galo William, além de contar com dois novos personagens. “Não tem bailarinas nem sofá. E eu fico sempre de pé.”

Para ele, é preciso acompanhar as transformações da TV. “A linguagem mudou. Quem imaginou que a Fátima Bernardes, com aquela cara séria, dando boa noite no ‘Jornal Nacional’, ia dançar o ‘Beijinho no Ombro’?”, indaga o apresentador, que já ensaiou o hit ‘Lepo Lepo’, da banda Psirico. “Hoje, se você não dançar na TV, dança.”

Geraldo virou repórter policial depois de trabalhar oito anos como agente funerário em Limeira, interior de São Paulo. No Instituto Médico Legal, conheceu o jornalista Rubens Pinheiro, que gostou de sua voz e o levou para o rádio em 1987. “Eu lavava defunto. Foi graças ao trabalho no IML que fui para o rádio. Como morava num barraco no meio de uma zona de prostituição, só via cadáver cair na minha porta”, conta ele, que nunca se chocou com os crimes que noticiou no rádio e, depois, na TV. “Era uma realidade que eu já conhecia, aquilo para mim era comum.”

Separado há seis anos, ele mora com o filho João Pedro, de 13, que vai com ele para o programa. “Estou procurando, mas está faltando mulher no mercado. Só tem biscate”, brinca o apresentador, que namorou a atriz Franciely Freduzeski em 2009. “Que mulher vai aguentar um cara que viaja durante a semana e no domingo trabalha? Então, estou na castidade.”

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