Planos aderem a programa para cuidar melhor de idoso

No Rio, operadoras de saúde como Amil, Golden Cross, Sulamérica e Cemig estão entre as selecionadas para participar de projeto

Por O Dia

Rio - Os idosos terão atendimento diferenciado prestados pelos planos de saúde. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) formalizou na última terça-feira a adesão de 64 operadoras de planos de saúde ao projeto Idoso Bem Cuidado, lançado em maio deste ano. No Rio, Amil, Golden Cross, Sulamérica e Cemig estão entre as selecionadas.

Expectativa é que operadoras reorganizem atendimento a idososDivulgação

As demais empresas em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pará, Pernambuco, Ceará, Sergipe, Maranhão e Bahia. A diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira, avalia que a expectativa é que as operadoras reorganizem o funcionamento das redes. “Isso não é simples”, admite As empresas terão prazo de um ano para dar resultado.

Ela lembra que o atendimento atual é fragmentado e, com isso, o idoso não tem um plano de cuidado, podendo inclusive tomar medicamentos sem necessidade.
Todo o processo será acompanhado pela ANS, que vai monitorar e mensurar projetos através do acompanhamento de uma série de indicadores. Os obrigatórios são: número de consultas (com médico generalista, especialistas e equipe interdisciplinar); taxa de readmissão hospitalar; frequência e tempo médio de internação.

Também serão avaliadas as frequência de idas a emergência; índice de retorno ao médico de referência; utilização de instrumentos específicos de medição de saúde de idosos; modelo de remuneração integrado com o modelo assistencial; percentual de idosos assistidos pelo profissional de saúde que tem a responsabilidade de conduzir e articular os diferentes momentos do percurso do paciente pela rede assistencial; e percentual de utilização de sistema de informação integrado.

No país há 600 mil idosos com mais de 90 anos e, em 2030, o país terá 40 milhões de idosos. Segundo Martha, os planos de saúde ainda seguem um modelo das décadas de 60 e 70, que prioriza a população mais jovem.

“Não é mais isso (mais jovens do que idosos) que a gente tem. Junto com o modelo de remuneração, que privilegia volume em vez de qualidade e de resultado, a gente tem a saúde que tem hoje”, diz.

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