Alex Campos: Jobs, Dylan e Lennon - 'Por favor, empreenda!'

A má notícia é que 2017 será mais um ano muito difícil. A boa notícia é que 2017 não será um ano pior do que 2016

Por O Dia

Rio - A má notícia é que 2017 será mais um ano muito difícil. A boa notícia é que 2017 não será um ano pior do que 2016. Daí que, a exemplo de 2016, em 2017 tudo pode acontecer... até mesmo nada. Em outras palavras, como sempre, estamos por nossa conta e risco. Oportunidade, emprego, salário, dinheiro... tudo vai continuar dependendo dos enredos políticos e econômicos que (entra ano, sai ano) se repetem feito reprises de novela. E daí o que fazer? Ficar sentado assistindo? Minha dica: EMPREENDA!

ESSA É A HORA CERTA PARA EMPREENDER?

Essa é a hora certa de entender que o verdadeiro empreendedor não espera a hora certa, o melhor momento — ele “faz” a hora e o momento. Empreender depende mais de fatores que não podem ser mensurados ou calculados — como instinto, impulso, intuição, motivação, disposição e autoconfiança — coisas que vêm de dentro da pessoa, do espírito criativo ou proativo. Cabe ao empreendedor seguir esses sentimentos, sem pesar nem pensar demais as questões governamentais, conjunturais ou estruturais. Empreender é uma profissão de risco, e risco não é sazonal: existe em tempos de paz ou de guerra, de escassez ou de bonança.

Se você perguntasse ao Steve Jobs quem era o presidente dos Estados Unidos quando ele criou a Apple, não seria surpresa se Jobs respondesse que realmente não sabia e que naquele ano (1976) Gerald Ford governava o país sob a pior crise econômica desde a Grande Depressão de 29. Inflação e recessão crescentes lá — exatamente o que temos hoje aqui — não impediram Jobs de lançar o que viria a ser a maior empresa do mundo e da história, em valor de marca e valor de mercado. A primeira a ultrapassar a órbita dos US$ 700 bilhões. Jobs era fã de Bob Dylan e John Lennon. Dylan dizia: “O homem é um sucesso se pula da cama de manhã, vai dormir à noite e, nesse meio tempo, faz o que gosta”. Lennon nos deu uma das maiores lições do século 20 (ainda na moda neste século 21): “A vida é o que acontece enquanto você está ocupado, fazendo outros planos”. Na síntese dos três grandes gênios, temos algo como: “Sonhe sim, mas acorde e, por favor, empreenda”. 

2017! ENFIM, CHEGAMOS (I)

Não tem jeito! Mais cedo ou mais tarde, no presente ou no futuro, todos teremos nossos 15 minutos de tragédia íntima, pessoal e intransferível. Isso porque, como dizia o poeta, são demais os perigos desta vida... amor, paixão, amizade; assalto, arrastão, sequestro, bala perdida; bueiro sem tampa, parede sem marquise, prédio sem manutenção; infidelidade, deslealdade, desonestidade, impunidade; sol ou chuva demais, sol ou chuva de menos; vendaval, temporal, enchente; alagamento, desmoronamento, atropelamento; ponte que cai, avião que cai, árvore que cai; vírus, fungos, bactérias, doenças; corrupção, frustração, decepção, desilusão. 

2017! ENFIM, CHEGAMOS (II)

Não importa! Entra ano, sai ano, a razão, a verdade ou a natureza sempre vem cobrar a conta da vida real, nossa cota única de desgraças, que tentamos adiar, mas não podemos evitar para sempre, nem esconder de nós mesmos.

O espelho é cruel, o travesseiro é fatal, a consciência é impiedosa. Viver é uma saudade doida e doída dos acertos que não experimentamos. Sobreviver significa uma grande bênção pelos pequenos milagres que recebemos.

2017! ENFIM, CHEGAMOS (III)

Não esqueça! Por isso, por tudo, por todos e por mais uma "chegada" até aqui, a gente precisa a-gra-de-cer: agradecer sem saber a quem, agradecer sem saber por quê; agradecer para sempre e agradecer como nunca; agradecer por merecer tanta bênção e agradecer por inspirar tantos milagres.