Debate de presidenciáveis na Band aborda diversos temas polêmicos

Aborto, reforma política e tamanho do Estado foram discutidos

Por O Dia

Rio - No primeiro debate na TV entre sete dos 11 presidenciáveis, os candidatos foram confrontados com temas polêmicos como o fim do fator previdenciário, aborto, reformar política, tamanho do Estado e as relações entre Brasil e Cuba.

Questionado sobre aborto, o tucano Aécio Neves defendeu a manutenção da lei atual. A presidenta Dilma Rousseff (PT) teve que responder sobre os investimentos na construção de um porto em Cuba. Ela justificou a ação alegando a posição do Brasil como uma potência na América Latina. Já Marina Silva (PSB) foi evasiva, quando perguntada  sobre o fim do fator previdenciário. “Estamos dispostos a fazer uma correção para que os aposentados tenham dignidade.”

Sete dos 11 presidenciáveis participaram do primeiro debate na TVEFE

O debate evidenciou que a entrada de Marina na campanha quebrou a polarização entre Dilma e Aécio e criou uma triangulação de ataques. O programa foi exibido logo após a pesquisa do Ibope que mostrou Marina à frente de Aécio e com a possibilidade de vencer Dilma no segundo turno.

Quando as regras permitiram o debate direto, Aécio sugeriu que Marina estava sendo incoerente ao se recusar a subir no palanque de Geraldo Alckmin em São Paulo e, ao mesmo tempo, querer contar com quadros do PSDB em um eventual governo. “A senhora não acha que a nova política precisa de coerência?”, alfinetou.

“A polarização PT e PSDB deu o que tinha que dar. Existem pessoas boas em todos os partidos, o problema é que estão no banco de reserva. A sociedade brasileira vai escalar uma nova seleção”, afirmou ela, lembrando as metáforas futebolísticas muito usadas por Lula em sua gestão. Uma das estratégias de Marina foi elogiar Lula e Fernando Henrique Cardoso, como forma de legitimar o discurso de uma nova política programática, que se distancia das picuinhas entre partidos.

No terceiro bloco, Marina voltou a rivalizar com Aécio em uma pergunta sobre o saneamento dos gastos públicos. Quando ele defendeu o enxugamento de gastos públicos, a ex-ministra acusou o PSDB de sucatear o funcionalismo. “Quando cheguei ao Ministério entregue pelo governo do PSDB, ele não contava sequer com servidores para cumprir suas atribuições”, disse.

Aécio também partiu para cima de Dilma evocando os escândalos na Petrobras. “A senhora não quer aproveitar a oportunidade para pedir desculpas ao povo brasileiro?”, questionou o tucano. Dilma afirmou que a questão estava sendo tratada com leviandade e defendeu a independência da Polícia Federal na condução das investigações.

Marina também tentou pôr Dilma contra a parede. No segundo bloco, ela pôs em xeque a imagem de gerente da presidenta. “Lula não era gerente e FHC não era gerente. O país vai ser entregue em condições piores do que quando foi entregue a uma pessoa que se colocava como gerente”, criticou. Dilma rebateu afirmando que no presidencialismo o presidente tem que agir para solucionar os problemas. “Um presidente não lidará com os problemas apenas discursando”, afirmou.

Colaborou Leandro Resende (estagiário)

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