Pezão e Dilma lideram ranking das doações para a campanha

Apoio ao governador chega a R$ 13 milhões. Presidenta recebeu até agora o total de R$ 123 milhões

Por O Dia

Rio - A segunda parcial da prestação de contas dos candidatos nas eleições deste ano foi divulgada ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em seu site (www.tse.jus.br). Pelo governo do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), o atual governador e candidato a reeleição, arrecadou quase o dobro de seus três principais adversários juntos, com R$ 13 milhões.

Lindbergh Farias (PT) teve a segunda maior receita na disputa, R$ 3,7 milhões, enquanto Anthony Garotinho (PR) recebeu R$ 2,28 milhões. Marcelo Crivella (PRB) foi o que menos arrecadou: R$ 787,5 mil.

Na campanha de Pezão, cerca de R$ 4,15 milhões foram doados por construtoras e empresas de engenharia. Destaque para os R$ 1,67 milhão doados pela Carioca Christiani Nielsen Engenharia, que participa de algumas das principais obras do estado.

Já os recursos de campanha de Lindbergh foram originários, na maior parte, da Direção Nacional do PT, com um total de R$ 3,5 milhão. Todo o valor arrecadado por Garotinho veio da direção estadual do PR, sendo R$ 300 mil doados pela construtora OAS e R$ 150 mil da Emec-Obras e Serviços LTDA. A última tem entre seus principais clientes a Prefeitura de Campos, onde realiza serviços de manutenção de parques, jardins e afins.

Lindberg Farias foi o segundo em recebimento de doações%2C com 3%2C5 milhões%2C a maior parte do próprio PTSandro Vox / Agência O Dia



Presidenciáveis

Dos três presidenciáveis com chance de vencer a eleição, a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, já arrecadou R$ 123,8 milhões. A JBS Friboi, foi a maior doadora até agora, com R$ 14,5 milhões. Cerca de R$ 31 milhões foram dadas por construtoras. Os destaques são a Andrade Gutierrez e a OAS: R$ 10 milhões cada uma.

A campanha de Aécio Neves (PSDB) recebeu R$ 42,3 milhões. A maior doadora, até agora, foi a Construtora Andrade Gutierrez, com R$ 8 milhões. O segundo maior doador foi a JBS Friboi, com R$ 5 milhões.

Já a candidata Marina Silva (PSB) arrecadou R$19.583.723,35. A JBS Friboi também foi a maior doadora: R$ 5 milhões.

Na lista, empreiteiras e bancos

Entre os maiores colaboradores com a campanha de Dilma Rousseff estão a UTC, que entregou R$ 5 milhões, o plano de saúde Amil, com R$ 4 milhões, o banco BTG Pactual com R$ 3,25 milhões e a Braskem, uma empresa petroquímica controlada pela Petrobras e pela Odebrecht, que doou R$ 2,25 milhões. A Odebrecht Óleo e Gás, parceira da Petrobras em projetos de exploração e produção, contribuiu com R$ 2 milhões. Já a Vale Energia doou R$ 1,5 milhão.

Apesar da queda nas pesquisas, a campanha de Aécio Neves (PSDB) continuou arrecadando doações milionárias de empresas. A Construtora OAS está na terceira colocação entre os doadores com R$ 3 milhões. Dois bancos fizeram repasses expressivos à candidatura: o Bradesco Vida e Previdência, com R$ 3 milhões enviados à direção nacional do PSDB; e o Itaú Unibanco, com R$ 2 milhões transferidos diretamente para a candidatura do tucano. Outros grandes doadores foram a Sucocítrico Cutrale, com R$ 2,5 milhões; a Odebrecht, com R$ 2 milhões; e a UTC Engenharia, MRV Engenharia, Braskem e Votorantim, com R$ 1 milhão cada.

Em nenhuma das prestações de contas feitas pela campanha do PSB de Marina Silva há menção ao jato Cessna que vinha sendo usado pelo pessebista e que é alvo de investigação da Procuradoria Geral da República por crime eleitoral e suspeita de caixa 2. Entre os maiores doadores da campanha do PSB aparecem a JBS, com doação de R$ 5 milhões; Bradesco Vida e Previdência, R$ 1 milhão; Copersucar S/A, R$ 750 mil; e Intertechne Consultores S/A, R$ 750 mil; Odebrecht com R$ 500 mil e Agiplan Financeira, também com R$ 500 mil.

Tanto Dilma Rousseff quanto Aécio Neves foram financiados por empreiteiras citadas nas investigações da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF), que resultou na prisão do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

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