Arábia Saudita ignora minuto de silêncio pelas vítimas de Londres e gera revolta

Árabes permaneceram indiferentes enquanto alguns responsáveis do time tentavam explicar que a homenagem 'não faz parte da cultura saudita'

Por O Dia

Austrália - Os jogadores da Arábia Saudita se negaram a fazer um minuto de silêncio em homenagem às vítimas de Londres, nesta sexta-feira, em partida contra a Austrália pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

Jogadores da Arábia Saudita não respeitaram um minuto de silêncioReprodução Youtube

No estádio de Adelaide, no sul da Austrália, foi pedido um minuto de silêncio e os australianos se reuniram no centro do gramado. Os árabes permaneceram indiferentes, espalhados pelo campo, enquanto alguns responsáveis do time tentavam explicar que esse tipo de homenagem 'não faz parte da cultura saudita'.

A explicação enfureceu torcedores e políticos na Austrália, que perdeu dois cidadãos entre as vítimas do atentado na semana passada.

"Foi vergonhoso e uma falta de respeito, não só com os australianos mortos, mas com todas as vítimas", falou Anthony Albanese deputado do Parlamento australiano. "Aqui não tem desculpa. Não se trata de cultura. Se trata de uma falta de respeito", acrescentou.

O senador Derryn Hinch também se manifestou em repúdio: "é um insulto".

A Federação Australiana de Futebol (FFA) disse que o minuto de silêncio tinha sido combinado com a Confederação Asiática de Futebol e a seleção saudita para fazer a pausa.

"Tanto a AFC como a seleção saudita fizeram acordo pelo minuto de silêncio", indicou à AFP um porta-voz da FFA.

"Posteriormente, a FFA foi informada pelos responsáveis do time saudita que essa tradição não faz parte da cultura do país. Os jogadores se moveriam ao seu lado do campo, respeitando nossos costumes enquanto tomavam suas posições no campo".

Horas depois do incidente, o presidente da Federação de Futebol da Arábia Saudita, Adil Ezzat, publicou comunicado em que "lamenta profundamente e se desculpa por toda ofensa que possa ter provocado ao não respeitar o minuto de silêncio".

"Os jogadores não tinham intenção de faltar com o respeito e a memória das vítimas afetadas pela atrocidade", acrescentou.

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