Julio Cesar recebeu de Victor o terço que o consagrou na Copa Libertadores

Goleiro titular contou com amuleto do arqueiro do Atlético-MG

Por O Dia

Minas Gerais - O choro ao fim do jogo lembrou a cena marcante de Julio Cesar após a eliminação para a Holanda, nas quartas de final da Copa de 2010, na África do Sul. Mas, desta vez, as lágrimas do goleiro não eram de tristeza por uma falha, mas, sim, de felicidade pela atuação heroica na vitória brasileira sobre o Chile, sábado à tarde, no Mineirão.

Para brilhar na hora dos pênaltis, o goleiro contou com um amuleto especial: o mesmo terço que o companheiro Victor usou na reta final de 2013, quando o Atlético-MG foi campeão da Libertadores de 2013.

Julio Cesar foi o herói da classificação do BrasilAndré Mourão

“Houve muito questionamento sobre a minha convocação, e eu me preparei psicologicamente e emocionalmente para esta Copa. Não posso deixar de agradecer ao Felipão, ao Parreira e à comissão técnica por tudo o que têm feito por mim. O que meus companheiros estão fazendo é uma coisa incrível. Vejo quantas pessoas torcem por mim e o quanto querem que eu ganhe depois de tudo o que aconteceu. Sair da Copa tachado como um vilão é complicado”, desabafou Julio.

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Na vitória sobre o Chile, o camisa 12 defendeu as cobranças de Pinilla e Sánchez e foi eleito pela Fifa o melhor da partida. Antes dos pênaltis, ele se emocionou: “Nunca escondi que sou um cara emotivo. Vários jogadores chegaram para mim dando força e falando coisas lindas. Não consegui segurar. Mas sabia que tinha que estar concentrado.”

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Na hora decisiva, o titular recebeu muita força do reserva Victor, que não se separa do terço que ganhou na Libertadores. “Levei comigo para o banco e, naquele momento, foi uma forma de fortalecer o Julio. O lado espiritual faz parte. Fico feliz que tenha ido bem”, contou Victor. O restante do grupo também exaltou Julio Cesar após a vitória sobre os chilenos.

David Luiz destacou a superação do goleiro diante das críticas por atuar no Queen’s Park Rangers e, depois no Toronto.

“É um grande amigo que, por quatro anos, levou um peso de um erro numa Copa, o que pode acontecer, é do jogo. As pessoas o crucificaram e ele foi o mais questionado por todos da imprensa por jogar em um time de menor expressão. Ele foi para um parque na Inglaterra e ensinou o filho dele a treiná-lo. Sabia que a história dele não tinha terminado.”

Neymar também se rendeu ao camisa 12: “Muita gente acaba criticando alguns jogadores por causa da idade, ou por causa da equipe em que eles estão. O nosso goleiro, que estava jogando em um time pequeno, deu a volta por cima. Foi um gigante no gol.”

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