Campo público de golfe será aberto ao público após fim dos Jogos do Rio

Localizado em Jacarepaguá, campo é o primeiro público da modalidade

Por O Dia

Rio - Entre os muitos legados esportivos que a Olimpíada deixará para o Rio de Janeiro, o Campo Olímpico de Golfe, em Jacarepaguá, é um dos mais importantes. Primeira instalação pública deste tipo na Cidade Maravilhosa, o campo e suas dependências auxiliares serão abertos ao público em geral após o fim dos Jogos.

O campo ocupa uma área de 58 mil metros quadrados do Parque de Marapendi, que equivale a 3,5% do total da reserva, atualmente com 1,59 milhão de metros quadrados. O espaço terá capacidade para 25 mil espectadores durante a competição.

O complexo possuirá áreas de treinamento cobertas com base de tapete artificial e grama, climatizadas e iluminadas para a atividade noturna. Sediará eventos internacionais e, ao mesmo tempo, acolherá os amadores interessados em uma nova prática.
O uso do campo não está vinculado a um título de sócio de um clube de golfe, o que é comum no Brasil hoje.

Campo olímpico de golfe promete ser um sucessoDivulgação

Qualquer pessoa poderá ir até o campo, comprar o Green Fee (como se chama o ingresso para iniciar o jogo) e jogar. Tacos e bolas estarão disponíveis para aluguel. O público terá acesso ilimitado ao campo, o que deve provocar um aumento considerável no número de praticantes do esporte no Brasil.

Será criada uma espécie de “academia de golfe”, que terá como principal objetivo proporcionar a muitos interessados o seu primeiro contato com o esporte. Não haverá limite de idade e nem do tempo de utilização.

Este será o segundo campo público no Estado do Rio de Janeiro, mas o primeiro oficial, ou seja, com 18 buracos. O outro campo é o Japeri Golfe Clube, fundado em 2005, em Engenheiro Pedreira, no município de Japeri, na Baixada Fluminense, e que possui nove buracos.

OBRA AJUDA A RECUPERAR VEGETAÇÃO

Ao longo de todo o processo de planejamento e construção do campo de golfe, houve muita polêmica com relação à localização na reserva de Marapendi. Porém, um laudo pericial divulgado pelo Tribunal de Justiça em fevereiro identificou que houve aumento da vegetação na área de proteção ambiental. Animais de diferentes espécies retornaram ao local.

A inspeção foi realizada em dezembro do ano passado, a pedido de uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Estadual.

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