Dança das cadeiras mexe com governos da Itália e da França

Premiê neozelandês também renuncia

Por O Dia

Roma, Paris e Wellington - Derrotado em referendo que rejeitou seu projeto de reforma constitucional, Matteo Renzi apresentou nesta segunda sua renúncia ao cargo de primeiro-ministro da Itália. O presidente Sergio Mattarella tenta adiar a saída até a aprovação da lei orçamentária de 2017. Houve ainda mudanças na França e na Nova Zelândia.

Mattarella e Renzi se reuniram por aproximadamente meia hora no Palácio do Quirinale, sede da Presidência da República, em Roma. Segundo o presidente, “a fim de evitar os riscos de um governo provisório”, solicitou que Renzi permaneça no cargo até a conclusão da votação. O orçamento da Itália para 2017 já foi aprovado pela Câmara, mas ainda precisa do aval do Senado, onde a base aliada possui uma maioria estreita.

O primeiro-ministro decidiu renunciar após a população rejeitar, por um placar de 60% a 40%, sua reforma constitucional no referendo do último domingo. Renzi apostou todo o seu capital político no projeto, que reduzia o tamanho do Senado e promovia uma série de mudanças na Constituição italiana, como a retiraria a função legislativa do Senado.

Outro que também anunciou a renúncia foi Manuel Valls, primeiro-ministro da França. Ele vai concorrer à sucessão de François Hollande, que desistiu da reeleição.

E o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, também avisou que está de saída. “Pela minha esposa Bronagh, que passou muitas noites e fins de semana sozinha, muitas ocasiões que para ela eram importantes e eu simplesmente não pude estar”, indicou Key. Bill English deve assumir em mandato-tampão.

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