EUA propõe restrições aos voos de céu aberto da Rússia

Atitude indica nova tensão entre os países

Por O Dia

Washington - Autoridades dos Estados Unidos propuseram restrições a voos militares russos sobre o território americano sob o Tratado Internacional de Céu Aberto, em uma nova indicação de tensão entre os dois países.

 O Tratado é parte de uma série de acordos de transparência, controle de armas e aumento de confiança que foram firmados no final de Guerra Fria e permite que os 34 Estados signatários conduzam voos de observação sobre outro território enquanto captura imagens aéreas de instalações militares.

 Em junho, o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, disse ao Comitê de Serviços Armados do Senado que a Rússia parecia estar violando o tratado.

 Enquanto o tratado permite uma faixa de 5.500 quilômetros por voo, a Rússia aplicou um "sub-limite" de 500 quilômetros para voos de céu aberto sobre Kaliningrado, um exclave russo no Mar Báltico.

A cobertura total de Kaliningrado durante um voo de céu aberto requer uma faixa de voo de cerca de 1.200 quilômetros, de acordo com autoridades do Pentágono, o que significa que a restrição obriga os membros do tratado a realocar dois voos que seriam usados para observar outras porções da Rússia.

Autoridades americanas questionam o que o exército russo em Kaliningrado pode estar fazendo entre os voos de céu aberto e ressalta a importância de se conhecer as capacidades militares dos russos.

Hoje, representantes americanos para o tratado apresentaram uma proposta de medidas recíprocas à delegação russa, durante uma reunião da comissão de consulta do tratado em Viena, de acordo com o Departamento de Estado e autoridades da Rússia.

Entre as opções estão a limitação dos voos sobre o Alasca e o Havaí, de acordo com fontes.

 Numa audiência do Comitê de Serviços Armados do Senado americano, o general Joseph Dunford, presidente do Estado-Maior Conjunto, falou das medidas americanas.

 "Nós não acreditamos que o tratado deva estar em vigor se os russos não estão cumprindo", disse o general Dunford. "Então há um esforço diplomático decididamente agressivo agora para que eles cumpram, o que achamos que será o melhor resultado”.

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