OMS recomenda uso periódico de medicamentos contra parasitas intestinais

Vermes comprometem o desenvolvimento de crianças em regiões pobres

Por O Dia

A Organização Mundial de Saúde  disse em informe divulgado nesta sexta-feira que programas periódicos de desparasitação são recomendáveis para reduzir drasticamente problemas de saúde pública causados por vermes intestinais e parasitas.

Segundo afirmação da OMS, o tratamento, em que normalmente basta um único comprimido, pode proteger 1.5 bilhões de pessoas atualmente em risco, que são afetadas por quatro espécies principais de vermes intestinais. A recomendação foi aprovada pelo Comitê de Revisão das Diretivas da entidade.

“Eles [os parasitas] são um grande problema de saúde pública porque os vermes interferem na capacidade das pessoas de absorver nutrientes, impedindo o crescimento e o desenvolvimento físico de milhões de crianças”, relata a entidade.

OMS recomenda uso periódico de medicamentos para tratar parasitas intestinais Agência Brasil

A OMS utiliza medicamentos doados da indústria farmacêutica para a facilitação da realização dos programas de desparasitação em larga escala. Esses medicamentos são distribuídos gratuitamente em programas nacionais de controle de doenças. Também é realizado programas em parcerias com escolas.

De acordo com o diretor do Departamento de Doenças Tropicais Negligenciadas da OMS, Dirk Engels, "há um consenso global baseado em evidências de que a desparasitação periódica em grande escala é a melhor maneira de reduzir o sofrimento causado por vermes intestinais"

A OMS pretende eliminar os danos causados pelas infecções de vermes em crianças até 2020, tratando regularmente pelo menos 75% dos 873 milhões de crianças estimadas em áreas onde a prevalência é alta.

Para a entidade, no entanto, o tratamento não é a única solução. Também a higiene básica, o saneamento, a educação para a saúde e o acesso à água potável são fundamentais para resolver problemas de saúde causados por vermes.

Em 2015, apenas 39% da população global tinha acesso a saneamento seguro, diz a OMS. No Brasil, um em cada quatro brasileiros convive com esgoto a céu aberto.

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