Julgamento do Massacre do Carandiru recomeça com testemunhas de defesa

Também serão ouvidos o ex-governador Luiz Antônio Fleury o ex-secretário de segurança pública Pedro Franco de Campos

Por O Dia

São Paulo – Recomeçou às 10h30 desta terça-feira o julgamento da segunda etapa do Massacre do Carandiru, no Fórum Criminal da Barra Funda. Neste segundo dia, serão colhidos os depoimentos das testemunhas de defesa. A oitiva começou com uma testemunha protegida, que será mantida em sigilo. Essa testemunha fala no plenário, mas a imprensa não teve acesso ao conteúdo do seu depoimento.

Tribunal onde houve parte do julgamento dos PMs que responderam pelo massacre no CarandiruDivulgação

Logo depois, será ouvido o ex-governador Luiz Antônio Fleury e, em seguida, o ex-secretário de segurança pública Pedro Franco de Campos. Pelo cronograma divulgado pelo Tribunal de Justiça, outra testemunha protegida será ouvida posteriormente. Serão exibidos também os vídeos com o depoimento de Ivo de Alemida, que na época era juiz corregedor, e o de Luís Augusto San Juan França.

Nesta segunda, os trabalhos do júri duraram cerca de 13 horas. Foram ouvidas as testemunhas de acusação, como o perito criminal Osvaldo Negrini Neto. Ele descartou a hipótese de que tenha ocorrido confronto entre policiais e detentos no massacre.

Negrini Neto já foi ouvido em abril, na primeira parte do julgamento, quando 23 policiais militares foram condenados pela morte de 13 detentos, ocorrida no segundo pavimento (ou o primeiro andar do pavilhão). Nesta segunda etapa do julgamento do massacre, 26 policiais militares são acusados pela morte de 73 detentos no terceiro pavimento (que corresponde ao segundo andar) do Pavilhão 9 do antigo presídio.

O processo foi separado em quatro julgamentos, divididos pelas ações policiais referentes a cada um dos quatro andares do Pavilhão 9. O Massacre do Carandiru ficou conhecido como o maior massacre do sistema penitenciário brasileiro. No dia 2 de outubro de 1992, os policiais acusados entraram no Pavilhão 9 da Casa de Detenção para reprimir uma rebelião. A ação resultou em 111 detentos mortos e 87 feridos.

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