Acusados de matar no Guarujá por R$ 7 em conta vão a júri popular

Crime ocorreu no Réveillon de 2012 no Guarujá quando universitário questionou o valor cobrado na conta de um restaurante. Dono do local feriu o jovem que morreu

Por O Dia

São Paulo - A 2ª Vara Criminal do Guarujá publica nesta segunda-feira no Diário Oficial de Justiça a decisão de levar a júri popular os três réus acusados de participação na morte do universitário Mário dos Santos Sampaio, esfaqueado durante discussão pela diferença de R$ 7,00 na conta de um restaurante na cidade litorânea.

Mário dos Santos Sampaio foi morto dentro de um restaurante na Enseada%2C no GuarujáReprodução Vídeo

A notícia foi recebida em tom de alívio por familiares do jovem, morto aos 22 anos. O pai do rapaz, Renato Sampaio, espera que o julgamento do caso ocorra até dezembro.

“A gente já esperava por essa decisão. Diante de outros processos foi até rápido. Estamos torcendo para que peguem pena máxima”, espera o pai do universitário. “Era o mínimo que podíamos esperar da Justiça”, disse a ex-namorada de Mário, Patrícia Cristina Maria Bonani.

O advogado que representa a família, Antônio Gonzalez dos Santos Filho, disse esperar pela conclusão do processo ainda neste ano. “Está demonstrada a participação dos réus no crime e tudo caminha do jeito que a gente esperava. Para tentar ganhar tempo a defesa poderá entrar com apelação”, disse.

Na sentença, expedida na última sexta-feira, a Justiça relata que “deverão ser mantidas as prisões preventivas dos acusados Adão e Diego, bem como a liberdade provisória do réu Robinson. Observando-se que os réus responderam presos ao processo, por força de prisão cautelar, não teria sentido que só após a pronúncia, viessem a ser soltos, sobretudo quando subsistem os motivos dessa custódia”.

O caso

O estudante e cinco amigos passavam o Réveillon de 2012 no Guarujá e antes da meia- noite foram jantar no restaurante Casa Grande, na Praia da Enseada.

Os amigos entraram no estabelecimento após verem placas que informavam o valor da refeição de R$ 12,99, porém, na hora de pagar a conta, o restaurante quis cobrar R$ 19,99 (diferença de R$ 7,00).

Mário não achou justo e foi reclamar com o gerente do local, Diego Souza Passos.

Uma discussão foi iniciada entre os dois e o garçom Robinson Jesus de Lima.

O pai de Diego e proprietário do restaurante, José Adão Pereira Passos, se aproximou com uma faca e feriu três vezes o estudante, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Adão e o filho estão presos desde fevereiro e aguardam julgamento. Eles alegaram, na ocasião, que provocaram o ferimento que resultou na morte do rapaz em legítima defesa, durante uma briga.

Já o garçom, outro acusado no processo, estava foragido desde o dia do crime e se apresentou em agosto, mas responde pelo caso em liberdade.

Com informações de Gustavo Abdel 

Últimas de _legado_Brasil