Cresce o número de jovens infratores internados

Estudo aponta que, em 2012, 9% dos menores detidos cometeram homicídio; entre os adultos presos, o índice é de 12%. Negros são maioria da população carcerária

Por O Dia

Brasília - Dados divulgados ontem pelo Mapa do Encarceramento apontam que o número de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no país cresceu cerca de 5% de 2011 para 2012. Pelo estudo, dos cerca de 20 mil menores infratores internados em 2012, 9% cometeram homicídio. Entre os adultos presos, são 12%.

Além de aumento no número de adolescentes cumprindo medida socioeducativa, o estudo aponta crescimento de 74% da população carcerária no país, entre os anos d e 2005 e 2012. O número saltou de 296.919 para 515.482 detentos.

Na população carcerária, 54,8% são jovens de 18 a 29 anos. Mais de 70% cometeram crimes contra o patrimônio e relacionados a drogas. Um terço tem pena de quatro a oito anos. E 18,7% dos detentos poderiam cumprir medida alternativa, por terem sido condenados a no máximo quatro anos.

Os dados do Mapa do Encarceramento apontam também que São Paulo é o estado com a maior taxa de encarceramento de negros no país. O estado tem 595 presos negros a cada grupo de 100 mil habitantes negros.

A taxa média do país é de 292 a cada 100 mil habitantes negros. Ou seja, o índice de negros presos no Brasil é uma vez e meia o de brancos (191 a cada 100 mil), enquanto em São Paulo essa relação sobe para dois. O único estado em que a taxa de brancos presos é maior que a de negros é o Amapá.

Em alguns estados, o aumento da população carcerária superou a média nacional, de 74%, entre 2005 e 2012. Em Minas Gerais, por exemplo, foi de 624%.

Bem abaixo do segundo colocado no ranking está o Espírito Santo, com 182%. No Rio de Janeiro, o número de presos saltou 34%, sendo o antepenúltimo na lista de encarceramento.

Divulgado ontem, o estudo do Mapa do Encarceramento foi feito pela Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Presidência da República, e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

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