Montadoras afastam pelo menos 6 mil funcionários

Vendas internas fracas e queda nas exportações para a Argentina levam fábricas a suspender contratos e conceder férias coletivas a seus metalúrgicos

Por O Dia

Rio - A queda nas vendas internas e as barreiras à importação colocadas pela Argentina já provocaram o afastamento de mais de 6 mil profissionais de montadoras brasileiras. O maior volume está na Scania. A fabricante de caminhões antecipou as férias coletivas para o dia 12 de maio para 3.200 funcionários da fábrica de São Bernardo, no ABC Paulista.

No Rio de Janeiro, 650 funcionários da Peugeot Citroën, da fábrica de Porto Real, estão suspensos desde fevereiro, em revezamento, enquanto na Man, fabricante de caminhões, 200 trabalhadores da fábrica de Resende foram afastados temporariamente em abril. A Fiat, em Betim (MG), a Mercedes-Benz, em Juiz de Fora (MG), e a GM (SP) também estão com medidas similares em curso, afetando outros 1.550 funcionários.

A situação acendeu um alerta no governo, que está estudando medidas para retomar as exportações para a Argentina, nosso maior comprador estrangeiro de automóveis, e para favorecer o acesso ao crédito. “Estamos negociando com a Argentina a liberação de entraves para a exportação de automóveis e viabilizando financiamento que será privado, com algumas condições”, limitou-se a dizer o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, na segunda-feira.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Automotores, as exportações para o país hermano ficaram em 75 mil unidades no primeiro trimestre, queda de 32,7% ante os três primeiros meses de 2013. Os dados mostram que o licenciamento de veículos caiu 2,1% no primeiro trimestre. Foram 812,8 mil unidades licenciadas em 2014, ante 830,5 mil nos três primeiros meses de 2013. No segmento de caminhões, a retração foi de 11,3%, passando de 34,3 mil unidades licenciadas em 2013 a 30,4 mil em 2014.

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