Uma trava no reino dos smartphones

Com medo da crise, brasileiros usam menos celular pré-pago

Por O Dia

Rio - Por mais que a gente goste muito de computadores e afins, é graças à telefonia celular que a maior parte do povo está trabalhando, se informando e se divertindo. Não é de se estranhar, portanto, que o Brasil tenha fechado o último mês de junho com 282,45 milhões de celulares em atividade. É o equivalente a 138,23 linhas para cada cem habitantes (a chamada teledensidade). Deve-se registrar, entretanto, que somos um país em que a maioria dos celulares é do tipo Chico Xavier (aqueles que apenas recebem as chamadas): os acessos pré-pagos respondem por 211,43 milhões (74,85% do total), enquanto os pós-pagos são 71,02 milhões (25,15%) do total de linhas ativas no país.

Mas... há um crise por aí, como bem sabemos. Entre maio e junho, quase 1,7 milhão de assinantes largaram o pré-pago, sistema usado pela turma mais volúvel a instabilidades econômicas. Os acessos pós-pagos, mais caros, ganharam 462 mil assinantes. Ou seja, ficou um buraco aí nessa conta. E nada indica que o mercado vá melhorar em breve.

Por essas e por outras, deve rolar um freio também na farra dos smartphones mais caros. Tanto que projeções da consultoria de TI e Telecom Ovum sugerem que os aparelhos que custam R$ 350 ou menos deverão ficar com 40% das vendas até 2020. Para quem lida com esse mercado, é bom ficar de olho.

>>> Pesquisa divulgada pelo site ‘CellularNews’ mostra que você pode até tentar disfarçar, mas seu smartphone sabe muito bem quando você está deprimido. Exemplo: quanto mais vezes que você consulta o aparelho atrás de novidades, mais grave o caso... Será que é isso mesmo?

DE OLHO NOS DRONES

Um avião da alemã Lufthansa quase colidiu com um drone, a 760 metros de altura, quando se aproximava do aeroporto de Varsóvia, na Polônia, na última segunda-feira. No fim, deu tudo certo. Já na última sexta-feira, na Califórnia, três drones impediram que helicópteros dos bombeiros socorressem vítimas de um grande incêndio numa estrada em Los Angeles. No fim, deu tudo certo. Mas casos assim têm sido recorrentes, e fica o alerta. Drones não são brinquedos para irresponsáveis. Aqui no Brasil, existem uns 50 mil drones. Mas somente sete(!) estão legais.

SEM FOTOS DA FILHARADA

Eis uma decisão curiosa da Justiça portuguesa. De acordo com o jornal “Correio da Manhã”, o Tribunal de Relação de Évora decidiu que, “a par da publicação de fotos, os pais não podem publicar nas redes sociais dados que permitam localizar ou identificar os respectivos filhos”. Trata-se de um processo de separação, em que os pais disputam a tutela da filha de 12 anos. E disse mais: “Na verdade, os filhos não são coisas ou objetos pertencentes aos pais e de que estes podem dispor a seu bel-prazer”. O risco é que essa decisão gere jurisprudência.

MAIS UM RETROCESSO

Um grande acordo na Organização Mundial do Comércio prevê a extinção ou diminuição das tarifas sobre produtos de tecnologia da informação. E nada menos que 54 países são signatários desse acordo, menos (adivinhe...) o Brasil. São cerca de 200 produtos que, por aqui, continuarão sendo taxados e, portanto, ainda vão pesar no bolso do consumidor. Se fossem só brinquedinhos ou games, vá lá, mas são componentes e aparelhos destinados a áreas como indústria, saúde e educação, por exemplo.

NOTAS

SÓ COISA FINA
Vale dar uma voada, hoje, a partir das 14h, no Centro Empresarial Botafogo, onde está rolando a ‘Startups 2015: A High-Tech Look Into the Future’. É boa oportunidade para conhecer o que a avançada indústria israelense de tecnologia está inventando. E vamos falar a verdade: eles estão muitos, muitos anos à frente. Dá dó... Mais informações: sabracapital.evolero.com/.

ADEUS, FAUSTÃO
Você está feliz com a programação da sua TV? Que bom, porque os americanos, pelo jeito, já tomaram outro rumo. O YouTube divulgou que, na faixa entre 18 e 49 anos de idade, sua audiência é maior do que a de qualquer canal de TV dos EUA.

UM PAÍS DE FUTURO
Diz-se que o governo brasileiro estuda maneira de taxar serviços com o AirBnb. É mais um passo acelerado rumo ao século XIX.

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