Policial que matou negro desarmado é solto após pagar 10% da  fiança

Parte do público que esteve presente em audiência do agente aplaudiu quando fiança de cerca de R$ 3 milhões foi fixada

Por O Dia

Estados Unidos - O policial branco de 25 anos Ray Tensing, acusado de ter matado com um tiro na cabeça um homem negro desarmado em Cincinnati, em Ohio, nos Estados Unidos, saiu da prisão nesta quinta-feira após pagar 10% da fiança de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3 milhões) estabelecida pela juíza.

O Departamento de Polícia do condado de Hamilton informou em seu site que Tensing deixou a prisão às 18h45 (horário local, 19h45 em Brasília) após pagar a parte da fiança, e também explicou que o acusado esteve "sob vigilância para evitar suicídio" durante o tempo que passou atrás das grades.

Imagens de Ray Tensing abordando homem negro e o matando em seguida EFE

O advogado de Tensing garantiu em comunicado que "gente de todo o país" se ofereceu através de internet para ajudar a arrecadar o US$ 1 milhão de sua fiança.

O jovem ex-policial, cuja próxima audiência foi fixada para o dia 19 de agosto, tinha se declarado horas antes inocente durante seu primeito comparecimento ao tribunal.

Tensing, ex-policial da Universidade de Cincinnati, se entregou nesta quarta-feira às autoridades após ser acusado formalmente de homicídio pela morte de Samuel Dubose, 43, a quem parou porque circulava em um veículo sem a placa da frente de seu veículo.

Família de Samuel Dubose compareceu ao tribunal nesta quinta-feira Reuters

Na audiência, que aconteceu no tribunal do condado de Hamilton, parte do público presente na sala começou a aplaudir após a fiança ser fixada, e a juíza Megan Shanahan teve que fazer um apelo para se manter a ordem.

"Esta é a sala de um tribunal", ressaltou Shanahan, enquanto Tensing, vestido com uma roupa de presidiário, se limitou a inclinar a cabeça e a fechar os olhos.

Tensing era, até a semana passada (quando aconteceram os fatos), policial da Universidade de Cincinnati, posto do qual foi demitido devido a este incidente, que o próprio agente gravou em vídeo com uma câmera que levava presa ao uniforme.

De fato, a gravação foi crucial para a acusação contra o agente, cuja versão do fato contradisse as imagens.

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