Refugiados saem da Hungria e vão em direção à Croácia

Governo húngaro fechou nesta segunda-feira fronteira com Sérvia e adotou nova lei de imigração

Por O Dia

Croácia - Vários grupos de refugiados do Oriente Médio se deslocaram nesta terça-feira do sul da Sérvia em direção à fronteira com a Croácia, perante a impossibilidade de atravessar a fronteira com a Hungria, informaram meios de comunicação sérvios.

Um repórter do jornal "Blic", enviado à cidade fronteiriça de Presovo, perto da fronteira com a Macedônia, assegurou que os ônibus que até ontem enviavam as pessoas ao norte da Sérvia, perto da fronteira húngara, oferecem agora viagens para Sid, uma cidade sérvia próxima à Croácia. Cerca de 20 ônibus estavam esta tarde prontos na estação de Presovo para viajar em direção à Croácia.

Segundo o jornal, entre os refugiados que empreenderam a viagem havia sírios, afegãos e somalis, entre eles muitas crianças. Por sua vez, a emissora de rádio "B92" assinalou que a polícia sérvia desviou ônibus que estavam a caminho do norte do país para a fronteira com a Croácia. S

Segundo a televisão pública sérvia "RTS", as autoridades locais prepararam um antigo hospital de crianças como centro de amparada para os refugiados, com uma capacidade para 300 pessoas. A Hungria fechou ontem sua fronteira com a Sérvia, ao mesmo tempo em que entrou em vigor uma nova e restritiva lei de imigração, que tornou quase impossível ingressar nesse país.

Devido a este fechamento, se espera um desvio da rota migratória dos milhares de refugiados que seguem entrando à Sérvia a partir da Macedônia, aonde chegam através da Grécia. Da Croácia, os refugiados pretendem provavelmente viajar agora até a Eslovênia, país signatário do Tratado de Schengen, de livre circulação comunitária, e que, assim como a Hungria, também faz fronteira com a Áustria.

A fronteira croata-sérvia se encontra a cerca de 330 quilômetros da fronteira croata-eslovena, de onde são outros 180 quilômetros até a fronteira austro-eslovena. Os refugiados de guerra querem chegar em sua enorme maioria à Alemanha, país que assegura não rejeitar nenhum imigrante que fuja da guerra da Síria e outros conflitos. Perante a onda de dezenas de milhares de refugiados que chegaram nos últimos dez dias à Alemanha, através da Áustria, estes dois países impuseram controles fronteiriços.

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