Aristóteles Drummond: Caos na Segurança

No Centro, os assaltos que eram rotineiros ao cair da tarde, agora são à luz do dia, e os grupos de menores infratores estão sempre nos mesmos lugares

Por O Dia

Rio - Fica cada dia mais difícil entender a política de Segurança em relação a pontos negros conhecidos. O tempo passa, e o Centro piora a cada dia. Os assaltos, que eram rotineiros ao cair da tarde, agora são à luz do dia, e os grupos de menores infratores são os mesmos e estão sempre nos mesmos lugares. Logo, o Centro precisa estancar seu processo de esvaziamento em função da crise na economia e os transtornos com as obras em execução, oferecendo mais segurança.

Quem parar numa esquina da Avenida Rio Branco, em minutos, identifica quem está ali esperando uma oportunidade para atacar. Precisam ser abordados, revistados, de maneira educada, é claro. A Guarda Municipal tem sido mais objetiva em manter posições fixas.

Outra prática que se tornou habitual são os assaltos à mão armada em motocicletas. Como o estado e o município não querem proibir o carona, programa de fiscalização permanente, com pelo menos seis viaturas circulando e buscando armas, poderia inibir os delinquentes.

A Linha Vermelha merece câmeras em todo o seu percurso, com vigilância 24 horas por dia. Não pode a porta de entrada da cidade ser vulnerável à ação de marginais.

O imobilismo é que não pode continuar. A ação policial precisa ser percebida pela população. Parar e revistar o cidadão não é violência, e todos devem colaborar. Quem não deve não teme. E os policiais precisam ser orientados a agir com respeito. Medida prática seria a criação de instalações para abrigar presos por dias, entre os detidos por pequenos delitos. Sendo que um para menores, com a presença do Conselho Tutelar e do Juizado de Menores. E a recolha, também assistida, da população de rua. Sabemos que infelizmente existem grupos dedicados à proteção dos infratores, não se sabe por quê.

A sociedade anda muito leniente com ladrões, de rua ou de colarinho branco, que estão sendo soltos, no rumo da impunidade, o que só estimula a corrupção e a violência. Quem viaja sabe o que é poder andar despreocupado nas ruas, seja de dia ou de noite. Isso é qualidade de vida. O Rio pode reverter este quadro. Não adianta ser maravilhosa, tem de ser segura e limpa.

Aristóteles Drummond é jornalista

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