Editorial: Mais suporte contra morte de policiais

O ataque a policais precisa ser encarado como prioridade para rever procedimentos e suporte

Por O Dia

Rio - É preciso investigar a fundo por que tantos policiais são mortos no Estado do Rio. Como O DIA mostrou terça-feira, ano passado 98 agentes da lei perderam a vida durante o serviço ou nos períodos de folga, o maior número do país — não só absoluto, mas sobretudo em proporção à população. Nessa conta, a matança fica ainda mais absurda, e tudo indica que as estatísticas macabras continuem neste 2015.

A Secretaria de Segurança está ciente e tenta proteger seu efetivo com trabalho definido como “de psicologia”. Seria preciso desarmar a lógica do “policial 24 horas” e ensinar a tropa a evitar descuidos nas folgas.

São visões válidas, mas que não justificam totalmente números tão acentuados — do contrário, o estado registraria taxas de homicídios tão altas quanto a de policiais, e não é o que acontece. Pelo contrário, os números gerais estão em queda. Mais que uma questão de comportamento, o ataque a policiais precisa ser encarado como prioridade para rever procedimentos e suporte.

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